sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Friends ...

É assim. De vez em quando temos esta necessidade tremenda de nos juntarmos, à volta de uma mesa, com um copo de vinho à nossa frente e qualquer coisa para se ir comendo. Desta vez aproveitámos a entrada nos quarenta de uma de nós. Das 3 falta apenas 1 ... lá chegará!
 
As horas vão passando e nós vamos partilhando as nossas histórias, as nossas alegrias e as nossas tristezas. As nossas infantilidades e as nossas histórias mais adultas, mais responsáveis. Os nossos mais íntimos segredos e medos. Os nossos receios e os nossos sonhos.
 
Normalmente rimos, de nós próprias e umas das outras. Mas se a alguma de nós escapar uma lágrima que seja, estamos lá todas para a secar e voltar a colar o sorriso do rosto de onde este fugiu.
 
Adoro esta cumplicidade. Adoro as nossas gargalhadas e as nossas histórias. Variamos constantemente entre o nosso estado de Mulher e o nosso estado de Adolescente que ainda se encontra dentro de cada uma de nós. E é engraçado vivê-lo assim. Sem filtros, sem reticências, sem tons reprovadores e sem interpretações maliciosas. Cada uma é o que é.
 
Acabamos por falar de tudo um pouco e à medida que nos vamos ouvindo vamos crescendo e vamo-nos apercebendo da realidade, tal como ela é. A diferença da realidade de cada uma de nós, aos nossos próprios olhos e aos olhos delas. Como cada uma se vê. Como cada uma vê a outra.
 
São estes momentos que se criam e que não devem ser perdidos por nada. É destes momentos que precisamos, para colocar bem os pés na terra. É destes momentos que precisamos para nos sentirmos vivas. É destes momentos que precisamos para nos sentirmos especiais. É destes momentos que precisamos para ter coragem de seguir em frente, na certeza que, aconteça o que acontecer, nunca estaremos sozinhas e haverá sempre alguém para nos dar um abraço, uma repreenda, uma gargalhada ou pegar-nos ao colo.
 
São amigas destas e momentos assim que nós, humanos, cada vez precisamos mais. Porque a vida vai correndo assim, ao sabor de um tempo que é rápido e que não volta nunca atrás!
 
Obrigada amigas!
 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Do or Die




In the middle of the night, when the angels scream,
I don't want to live a lie that I believe.
Time to do or die.

I will never forget the moment, the moment.
I will never forget the moment, the moment.

And the story goes on... on... on...
That's how the story goes.
That's how the story goes.

You and I will never die.
It's a dark embrace.
In the beginning was life, a dawning age.
Time to be alive.

I will never forget the moment, the moment.
I will never forget this night.
We sing, we sing...

On... on... on...
That's how the story goes.

Fate is coming, that I know.
Time is running, got to go.
Faith is coming, that I know.
Let it go.
Here right now
Under the banner of heaven , we dream out loud
Do or die, and the story goes
On... on... on...

And the story goes on... on...
This is the story

Fate is coming, that I know (this is the story)
Time is running, got to go (this is the story)
Fate is coming, that I know (this is the story)
Let it go.
Here right now,
Under the banner of heaven, we dream out loud
Dream out loud!
Fate is coming, that I know (time to do or die)
Time is running out (time to do or die)
Fate is coming, that I know (time to do or die)
Let it go...

domingo, 27 de outubro de 2013

Inércia...

... esta palavra que me anda a atormentar e que significa isto:

Falta de movimento ou de actividade.
2. Preguiça, indolência.
3. [Física] [Física] Propriedade dos corpos que não podem, de per si, alterar o seu repouso ou o seu movimento.
4. [Física] [Física] Resistência de um corpo ao movimento ou ao repouso.

"inércia", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/in%C3%A9rcia [consultado em 27-10-2013].
 
... e que ultimamente se tem possuído de mim, de forma incalculável.
 
Quem me conhece sabe que sempre fui o oposto da inércia.
 
Eu própria, muitas vezes, tinha necessidade, de assentar um pouco. Acalmar ...
 
Ultimamente tenho andado assim. Completamente inerte, no que respeita a atividades que vão para além da atividade profissional, doméstica e materna ...
 
Sempre necessitei de me mexer. E esta sensação de não ter vontade de me mexer, anda a dar comigo em doida. E Deus sabe o que isto me faz bem à cabeça e à alma!
 
Nem correr, nem ginásio ... nada! Paradinha que ando! Nem sequer me consigo obrigar a ir.
 
Preciso de voltar ao que era antes de ser isto que sou agora! Perceberam?
 
Se alguém tiver dicas, diga-me pff!
 
Lebre, preciso urgentemente de começar a correr contigo e a ter objetivos!!!!
 
Isto é um ultimato sim? 
 
 
 
 

ÓDIO ...

É mais ou menos isto que senti, na passada 5ª feira ...


sábado, 19 de outubro de 2013

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

1 Ano ...

... e lembro-me como se fosse ontem.
 
Dos dias que antecederam; das sensações que foram evoluindo; daquela sensação inicial de tentar entender e prever; de cada uma das mensagens trocadas e do entusiasmo que cada momento carregava.
 
Sinto como o coração disparava ao mais pequeno sinal. O timbre da voz, o peso de cada palavra e o brilho dos meus olhos, em cada olhar que trocávamos. Lembro-me das borboletas a esvoaçar cá dentro. E cá dentro têm permanecido. Ainda hoje. Como se fosse a 1ª vez ...
 
Lembro-me daquela noite tão especial. Desde o cheiro, sentido ao primeiro contacto; ao sabor do vento na cara naquela noite; do silêncio que muitas vezes dizia tanto; de uma vontade desvairada de me perder no tempo; do sabor de cada prato cuidadosamente escolhido e de cada gota de vinho que ía enchendo e aquecendo a minha alma.
 
Lembro-me do primeiro toque e do calor do primeiro beijo. Da força do primeiro abraço. Da respiração de cada momento e do sabor de cada afago. E ainda hoje os sinto, a todos,  como se fosse ainda aquela primeira vez.
 
Chegou assim de repente. Longe de puder imaginar que poderia acontecer. Muito menos da forma como aconteceu e com a intensidade com que tem vindo a acontecer. A cumplicidade que se criou e que, a cada dia que passa, se vai instalando cada vez mais intensamente. Ao ponto de saber o que o outro sente; pensa ou deseja ... mesmo que isso não corresponda exatamente àquilo que desejariamos que o outro sentisse, pensasse ou desejasse.
 
1 ano! 1 ano intenso; cheio; com muitas emoções misturadas. Nem tudo foi perfeito. Nem tudo é perfeito. Nem sei se algum dia será perfeito ou perto disso...
 
Espero sim, que tudo isto tenha uma razão de ser. Espero que todas as opções que tomei tenham sido as mais corretas, mesmo à primeira vista não parecendo ser. Que têm sido as opções mais sentidas e mais irracionais, têm. Mas que têm sido as opções que me têm sabido melhor ... também têm!
 
Acho que o verdadeiro Amor é mesmo assim. Irracional, intenso e imprevisível.
 
Se gostava que este ano durasse para sempre. Gostava! Principalmente que fosse sempre relembrado como o início de algo que teve um Happy Ending!
 
Porque, hoje, estou convencida que só se Ama assim uma vez na vida! Que só se encontra alguém que nos completa desta forma,  uma vez na vida e ... quando se tem a sorte de encontrar!
 
Hoje estou convencida que não é fácil encaixar assim tão bem, apesar de algumas vezes parecer que estamos desencaixados.  Porque só por um sentimento muito forte e irracional, mas também um acreditar e um querer maior que a nossa alma, é que se consegue viver assim tanto tempo, tendo ainda esperança num amanhã.
 
Amo-te!
 

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Há dias assim...

... sem saber como nem porquê! Mas há!


"Porque a tristeza vem quando menos se espera. Entra sem pedir autorização. Vem trazida pelo cansaço e instala-se no silêncio da noite. Vem nos braços da saudade e traz ao colo uma lágrima. Abraça-se ao tempo perdido e conforta-se na memória. A tristeza vem, abre a porta sozinha e entra. Não pede para ficar. Instala-se como que se a casa fosse sua. E não se sabe quando se decide ausentar. "
(https://www.facebook.com/#!/GostoDeTu)


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Back to 80's ... Yes I am ...




I've already made my bed,
like it or not
As long as there's no regrets
I'll be here when the ride stops.
These comforts to me and these crosses to bare
with which we live.
Just around the corner half a mile to heaven
Strong enough to hold you
starved for some affection.
Baby I can't drag you into this mess!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

terça-feira, 8 de outubro de 2013

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Para ti ...

"Porque há coisas simples que nos deixam um brilho nos olhos e nos fazem sorrir o coração.
Há momentos que queremos prolongar, apenas ficar e que sabem a pouco.
Há surpresas que nos alegram o dia.
Há momentos que eu não troco e que quero sempre repetir.

Já te disse hoje que gosto de ti?
 
Tanto e sempre?"
 
Autor desconhecido
 

 

Para ti Amiga ...

"Porque não se gosta só de amores.
Porque também se gosta, e muito, de amigos.
E quando eles estão a atravessar o deserto deles, nós vamos atrás.
Quando eles caiem, nós caímos por baixo para que se aleijem menos.
Quando querem combater o mundo, queremos servir-lhes de escudo.
Quando lhes dói a alma, queremos ficar com a dor deles.
Porque quando vêem a vida a preto e branco, queremos dar-lhes o arco-íris.
A ti...dava-te o Mundo!"
Autor desconhecido
 

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Dia Mundial da Música ...

... é hoje!
 
E chego à conclusão que, hoje e sempre, viveria mal sem ela.
 
Desde miúda que oiço música. Consoante o meu estado de espírito, vou ouvindo bandas diferentes. Sons diferentes. Ritmos diferentes. Entoadas diferentes. Ora mais alegres; mais tristes, mais românticos; mais saudosistas; mais qualquer coisa ... tudo de acordo com o meu estado de espírito.
 
As letras e, principalmente, as melodias dizem-me muito. Mexem comigo e realmente aquilo que oiço depende muito do meu estado de alma.
 
A música é uma companhia. Quer esteja sozinha quer esteja acompanhada. Sempre me acompanhou nos momentos mais felizes e nos momentos menos felizes.
 
Preciso de música como de ar, ou do sol ou de outro elemento essencial para mim.
 
Tenho os meus músicos preferidos. Tenho as minhas bandas favoritas. Umas recentes, outras que me acompanham desde cedo, desde muito cedo ...
 
Acho que "não há uma música" que não associe a um momento; a uma vivência; a uma emoção ...
 
Poderia escolher e deixar aqui uma musica para o dia de hoje. Podia mas ... prefiro guardá-la comigo.
 
Há coisas que são só nossas ...
 
 

domingo, 29 de setembro de 2013

Outono ...

... chegaste de rompante, sem qualquer atraso.
 
Contigo trouxeste a chuva, o vento e até algum frio. Roubaste-me, sem me avisar, o meu sol, a minha luz e o calor que normalmente me aquece e reconforta.
 
Podias ter vindo devagar. Com mais calma. Porque sabes que vais durar algum tempo. Que, em princípio, só voltarei a ter aqueles dias que gosto e preciso, lá para a Primavera ... se ela vier a tempo e horas e vier como tu! Cheia de força ...
 
Vais durar muito tempo. Para mim ... vais durar tempo de mais! Não te distingo muito do Inverno. Especialmente quando chegas assim ... abruptamente!
 
Sabes que preciso do sol e da luz e do calor. Sabes que a chuva e o vento e o frio me fazem mal. Roubam-me a alegria. Levam-me a energia. Tornam os meus dias mais tristes ... e nem sempre eles são fáceis de gerir. Roubas-me a liberdade de andar por aí, apesar de que aprendi a gostar de sentir a chuva na cara.
 
Não gosto quando chegas assim. Sinto que me roubas muito e de forma muito rápida. Tiras-me a capacidade de me adaptar.
 
Por isso te peço ... já que me roubaste tanta coisa, não me tires mais nada!
 

 

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Para Ti ... porque no meu fundo Confio ...


"E é assim que te amo.
De olhos fechados. De cor.
Sem precisar de te ver ou saber aqui.
Confiando que (ainda) não enlouqueci.
Confiando (ainda) ao extremo.
Confiando que (ainda) és aquilo em que eu acredito.
Confiando que (ainda) és a pessoa por quem me apaixonei.
Confiando (ainda) em nós.
É assim que te amo. Ainda. E sempre!"
Autor desconhecido

domingo, 22 de setembro de 2013

Queria escrever ...

... mas a verdade é que me sinto vazia!

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

... quase, quase louca

... semana difícil esta! Muito dificil.
 
Ando num estado de "ressaca". A ver se me levanto ou se continuo simplesmente assim ... esta última semana sugou-me as forças todas ... e mais uma quantas coisas! Mas pronto, sobre isso não me apetece escrever ... pelo menos por enquanto!
 
E, de repente, para ajudar à festa, vejo-me então ontem, na Staples (passo a publicidade) com uma lista interminável de material para EVT (vulgo Educação visual).
 
Pois que se já não andava com uma sanidade mental recomendável, este pormenor quase me levou à loucura.
 
Então foi assim:
- Carro (o meu), com a minha melhor amiga, a minha filha e as filhas dela (as quais também Adoro).
 
- Destino: Staples, pelas 18h, após estar quase 40 min atrás delas as 3 (entenda-se as crianças) para meter tudo no carro (inclui mochilas e afins) e rumar-mos a Alfragide.
 
- Temperatura: quente, muito quente.
 
- Nível de entusiasmo das crianças: não queiram saber!!!!!
 
A lista era complexa. Diga-se que, de todo o material que tinha de comprar, apenas a borracha branca, a tesoura e o afia, me soavam a familiares.Tudo o resto era esquisito!
 
- Cadernos de papeis: mais que muitos!!!! Cavalinho; vegetal; de lustro e CADERNO GRÁFICO de capa dura!!!!! WTF ...
 
- Lápis ... resmas! Lápis de grafiti?????? HB, H, B,  Medo .... para mim um lápis é um lápis e final da conversa!
 
- Esquadros de 60º? Eu que achava que os esquadros era apenas de um tipo, o qual poderia ter mais ou menos cm .. não minha gente, os esquadros TÊM GRAUS!!!! Eu não sabia ...
 
- e mais não sei quantas coisas que nem me quero lembrar ...
 
Enfim!
 
Solução:
Hipótese 1: começar aos gritos a pedir ajuda (esteve quase, mesmo quase ...);
Hipótese 2: sair disparada e devolver a lista ao Professor, dar-lhe o meu cartão multibanco e ele que se desenrascasse;
Hipótese 3: voltar a inscrever a minha filha no 4º ano ou mesmo congelá-la para ela não crescer;
Hipótese 5: pedir educadamente a ajuda a alguém que tivesse um ar minimamente inteligente nesta área.
 
E pronto, olhando para as várias hipóteses e uma vez que não estava sózinha, decidi-me pela Hipótese5:  olhar para uma jovem de 15 anos, olhar para o pai dela e pedir licença para requisitá-la para uma pequena ajuda.
 
E assim foi ... QUERIDA MIUDA ESTA! Dei-lhe a lista para a mão e pedi: arranja-me isto tudo! Estou a enlouquecer ... e acredita não me vais querer ver louca!!!!
 
E ela, querida que só Deus sabe, paciente que só Deus sabe, lá foi decidida pelos corredores e prateleiras da Staples a fazer-me uma sessão de formação de EVT.
 
Num instante estava despachadinha. A seguir caixa ... e era só ver os €€€€€€€ a somar!!!
 
No fim sugeri à Srª da Caixa, coitada que não tem culpa nenhuma, que começasse a colocar nomes técnicos perto das coisas para nos orientar-mos melhor!
 
No final paguei e em transe disse para a minha filha "Com tudo isto e com o dinheiro que gastei livra-te de não tirares 5 a esta disciplina!"
 
E pronto ... foi como terminei o meu dia de ontem!!!!!
 
À menina que me ajudou um Muito, Muito obrigada. Que Deus lhe pague!!!! (porque eu já não consigo ...).

Falando em Deus e estando a Bá num colégio Católico estou quase a enviar a fatura para o Vaticano! Ouvi dizer que o Papa Francisco é porreiro!

domingo, 15 de setembro de 2013

...



"Há-de haver quem me sinta a falta para além de mim,
 quem me queira  sem fronteiras e só mesmo assim.
Há-de.
Há-de haver  a pessoa de todas as pessoas,
a pessoa  que me fará pessoa.
Há-de haver o “para sempre” ... numa voz,
o “até à morte nunca estaremos sós”.
Há-de. "
"In Sexus Veritas", de Pedro Chagas Freitas

... Há-de! Mas até o Há-de  me levaram ...


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Palavras sábias do Chico

"Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência!

 Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade!

 Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio!

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente... Isto é um princípio da natureza!

 Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto e circunstância!

 Solidão é muito mais do que isto...

SOLIDÃO é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma."
Francisco Buarque de Holanda (Poeta, compositor e cantor)

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Special people in special places ...

... e foram assim estes últimos 3 dias.

Paralelamente a trabalho, passei estes últimos 3 dias na cidade do Porto.
 
E queria tanto escrever sobre isso. Ando há dias a pensar no que escrever. Já iniciei, com as 2 primeiras frases. Depois parei. Voltei e parei. E não consigo escrever. Ou melhor, sei perfeitamente o que gostaria de escrever, de partilhar, de deixar aqui registado. Não sei é fazê-lo por palavras.
 
Não há dúvidas que os lugares se tornam especiais por aquilo que vivemos neles ou mesmo por aquilo que eles representam para nós.
 
Nunca fui muito fã do Porto. Quem me conhece há alguns anos, sabe que é verdade. Falamos aqui de alguma rivalidade clubística mas principalmente rivalidade entre Lisboa e Porto. À parte das rivalidades, sempre achei o Porto uma cidade escura, demasiadamente escura e antiga, mal cuidada, pouco convidativa ... não havia muita empatia entre nós!
 
O facto é que a nossa vida vai mudando e a percepção que vamos tendo das coisas e dos lugares se vai alterando. Altera-se porque vamos amadurecendo; altera-se porque deixamos de ser (ou não) tão tendenciosos; altera-se porque começamos a gostar daquilo que é típico; daquilo que é antigo e até, de alguma forma, da história e da vida que os locais emanam. Altera-se porque começamos a olhar para os lugares com os olhos e com o coração e simplesmente nos deixamos levar ...

Claro que o facto do Rio Douro ser de uma beleza extrema (a zona do Douro é das minhas zonas favoritas do nosso Portugal) e de envolver e abraçar a cidade do Porto, confere uma certa magia a este lugar. É impossível ficar-mos indiferentes! A forma como eu senti desta vez esta cidade foi muito diferente. Vim do Porto rendida.
 
Passeei sozinha e acompanhada. Duas vivências e formas de viver a cidade completamente diferentes. Conheci lugares fantásticos; olhei com ganância para tudo o que estava em meu redor; senti cada pedacinho daquele chão e senti o cheiro daquele rio, daquele mar e daquela gente ... E por momentos apeteceu-me fazer um Pause e ficar por ali ...
 
Andei, andei e usufrui de uma data de sensações e pensamentos que me encheram a alma. Nem tudo é fácil. Nem tudo é aprazível. Viver este presente com vontade que seja o nosso futuro, mas não puder vislumbrar o amanhã é uma coisa que me corrói por dentro. Mas isso são outras histórias...
 
Para já aproveito tudo de bom que estes dias no Porto me trouxeram. Aproveito cada segundo; cada imagem; cada cheiro; cada sabor...e deixo-me continuar a ir naquela sensação que, para mim, achei que fosse apenas um sonho...
 
Obrigada!