sábado, 16 de setembro de 2017

Desabafo de um dia .... ou mais

Há dias que nos sentimos mais angustiados por uma série de razões.
Há pessoas que, desde o início, desde o 1°contacto, nos deixam uma sensação estranha e desconfortável na alma. É com este tipo de pessoa que acabamos por ter sempre um pé lá atrás, um olho bem aberto e coragem para conseguirmos não nos deixar intimidar. É preciso ter uma segurança tremenda para conseguir isto. E não é fácil! Eu raramente tenho .... infelizmente!
Basicamente há pessoas com as quais embicamos por alguma razão. Não tenho muitas na minha vida. Tenho algumas. E a maioria delas, o tempo acabou por me dar razão.  Foram mais as certezas que os enganos.
Se tenho uma qualidade é um 6° sentido apurado .... talvez pela necessidade de me proteger, de ter uma natureza desconfiada e por não gostar de ser enganada ou sentir-me ultrajada. Nem por familiares, amigos ou "amantes". Não gosto! Ponto final! 
É difícil lidar com isto. É difícil partilhar estas sensações com quem não nos percebe ou não quer perceber, sem passarmos por "loucas" e desconfiadas de tudo, como se achássemos que o mundo conspira contra nós ..... quando na verdade é tudo tão mais simples e claro que isso!
Normalmente afasto-me. Normalmente vou estando atenta aos sinais que a vida me vai dando para corroborar ou eliminar esta imagem que criei de pessoa A ou B.
O problema é quando a vida nos mostra que temos razão. E aí é que tudo fica mais complicado. É aí que se perde o Norte. Perde-se o Sul, o Este e Oeste .... perdemos as coordenadas e a nossa capacidade de nos orientarmos novamente!

Depois, ou se tem capacidade para passar por cima ou não. Tudo depende da importância que nós damos.  Ou do afastamento que conseguimos ter.

E hoje, no Às Nove no Meu Blog, li este pedaço de texto que me tocou. Não só por ser verdade, por ser a forma mais simples e clara de nos protegermos, mas principalmente porque sinto que sou aquela pessoa que desata a correr à frente do comboio. A linha é longa, quiçá interminável.....e no final apenas  consigo ficar cansada e mais cansada até exausta .... 
Quem sabe um dia, deixo de correr à frente, e fico apenas sentada à espera que o comboio passe .....

" ..em vez de desatar a correr à frente do comboio, é melhor sair da linha e deixá-lo passar. há muitos mais comboios do que imaginamos e, por mais longa que seja a espera, algum há-de chegar para nos levar onde precisamos chegar.»


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Setembro o mês do recomeçar

Gosto do mês de Setembro!
Apesar de ser o mês que me rouba o sol, a sensação de calor na pele, os dias longos e o azul do mar, é um mês que gosto!
Sinto-o sempre como o mês do Recomeço!
Recomeço das aulas dos filhos, das rotinas diárias que nos tiram tão do sério; recomeço para quem volta de férias e de um descanso merecido; recomeço de trabalhos, projetos, ideias .... um colocar em ordem a "casa" que se deixou.
Para mim é um momento de reflexão sobre os 8 meses que passaram e os 4 que ainda aí vêm. É quase como uma preparação para o período do ano que menos gosto e que mais danos me causa - novembro a fevereiro.
É em setembro que me tento reorganizar. Psicologicamente! Emocional e fisicamente! É o ponto de partida para desbravar caminhos secretos e ir atrás de sonhos escondidos! É aquele mês que ainda tem a força e a luz do meu Verão, mas que traz consigo uma lufada grande de esperança num amanhã sempre melhor que o ontem!
Bem vindo meu Setembro ....

domingo, 27 de agosto de 2017

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Promessas desfeitas .... sonhos roubados

Podia ter sido escrito por mim. Hoje!
Mas nem tive capacidade de escrever sobre as rasteiras que a vida nos continua a fazer ....
Promessas desfeitas são, para mim, sonhos roubados. São pancadas que levamos, possivelmente para nos abanar!
Mas doem, magoam e facilmente fazem-nos sentir como pouco dignos da mesma. No fundo são aquelas palavras ou situações que numa altura de entusiasmo são ditas. Mas no final não passam mesmo disso ... palavras ditas em vão! Tão facilmente se promete como se despromete!
Possivelmente a diferença reside na  importância que a promessa ou a pessoa a quem se promete algo tem!
Há sempre algo que aprendemos. 
Nem que seja que as promessas existem para serem quebradas ....

"As promessas não passam de tratados de boas intenções. Alimentam desejos e apaziguam receios. E, mesmo que não se concretizem, quando feitas, transformam a dúvida numa certeza. Nem que seja a certeza de que existem p'ra serem quebradas."

domingo, 20 de agosto de 2017

Para o meu domingo

.... e para o resto da minha vida!

sábado, 19 de agosto de 2017

Para o meu sábado ....

.... vento na cara, pés na areia, cheiro bom de mar.
Isto tudo na companhia de uma pessoa que vai "voar" mas que me vai deixar um vaziosinho na alma ....

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Liberdades roubadas ....

Estamos em pleno século XXI e voltamos a viver quase uma vida de liberdades roubadas.
São inúmeros os ataques terroristas que acabam por roubar, da forma mais insana possível, a vida a centenas de pessoas. Independentemente do sexo, idade, crenças religiosas, opções políticas....whatever ..... continuam a roubar-se vidas. Continuam a roubar aquilo que de mais precioso a sociedade moderna tinha: a liberdade
Podemos até combater tudo isto num misto de revolta e de resiliência. Asseguramos que a vida continua e que nada nem ninguém nos rouba a liberdade.
Eu, pessoalmente, não concordo que assim seja. O facto é que há demasiada gente má, sem qualquer tipo de escrúpulos que apenas existe para roubar a liberdade a quem lhes apetece.
E isso incomoda-me. E isso revolta-me e retira-me aquela liberdade tão boa de viver sem ter que olhar para o lado, sem ter de desconfiar até de pessoas boas, sem ter de perder horas quando viajo de avião e sem ter que me lembrar que até os aviões podem, como já foram, alvo de ataques.
Vivo num país pequeno, provavelmente sem grande impacto internacional se um acto terrorista aqui se desse. Mas não descarto essa possibilidade. Nem aqui nem noutro local.
O que é facto é que esse temor vive connosco diariamente. Umas vezes mais do que outras. Mas está lá! Ora calado ora a ressoar cá dentro! Na rua, no metro, num centro comercial, num concerto, num jogo de futebol .... em todo o lado!
E tudo isto me leva a pensar que a vida é muito mais efémera do que pensamos. Em segundos deixamos apenas de existir. Ou deixam de existir algumas das nossas pessoas! Em segundos ....
Outra ideia que também vou começando a criar dentro de mim é que as pessoas, todas elas têm um lado mau, um lado negro. Mais do que isso, há demasiadas pessoas a utilizar apenas o seu lado negro! Há demasiadas pessoas que são ensinadas e impulsionadas a uriluzar só e apenas o seu lado negro. E cada vez haverá mais! E começamos a ter poucas pessoas boas ....
E isto a mim assusta-me, revolta-me e rouba parte da liberdade que eu e toda a gente merecemos ter!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

domingo, 6 de agosto de 2017

Diário de Gratidão

Fez ontem precisamente 21 dias que participei num workshop da Sofia, das Nove no Meu Blog, sobre Descomplicar.
Adorei o workshop e, na altura, absorvi cada palavra, cada frase e cada ensinamento que ela, à sua maneira, nos foi passando.
Achei que aquilo tudo tinha ressoado em mim de uma forma tão intensa que achei que a partir daquele dia Eu ia ser diferente. A Sofia alertou-nos que as mudanças levam tempo (21 dias) e ensinou-nos a destinguir o que é uma vontade de uma intençao. basicamente aquela frase de "eu gostava de fazer isto desta maneira" ou " gostava de ter coragem para tomar esta ou aquela decisão". Mas para que isto se concretize eu não posso apenas e só querer, tenho que ter Intenção de o fazer e tenho de planear e tenho de fazer ..... mas esta parte fica para outro dia.
Uma das alterações que comecei a fazer, de início porque era uma trabalho de casa, mas agora porque acho que a mim me faz sentido, é ter uma espécie de Diário de Gratidão! Basicamente consiste em nós, todos os dias, agradecermos por algo que fizemos, que sentimos, que vivenciámos .... e porquê? Porque basicamente queixamo-nos de tudo e esquecemos de agradecer por aquilo que temos.
Não julguem que é fácil! Se há dias em que até era capaz de agradecer por mais do que uma coisa, outros houve que fiquei completamente aos papéis!
O que fiz? Agradeci possivelmente pela coisa mais preciosa que tenho! A vida!
Independentemente de estar feliz ou triste, independentemente de sentir frustração ou sentir-me concretizada, independentemente de me sentir confiante ou insegura, ou mesmo Grande ou "pequena". Mas sempre terei sempŕe que agradecer à Vida! Porque eu estou cá. Porque respiro, porque vejo e posso sentir uma data de sensações infinitas! Porque efetivamente não sei o dia de amanhã. Nem eu nem ninguém! Mas sei que hoje ainda estou por cá, com saúde e com esta dádiva de usufruir de algo que só é possível enquanto a Vida me permitir cá estar!

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Correr Atrás....da Vida!

"Não passar os dias a correr para ter quando sabemos que a felicidade vive numa vida simples, num amor genuíno, num abraço apertado, num silêncio regenerador."
Sofia de Castro

Como bom seria ter esta capacidade intrínseca de não passar a vida, o tempo, o meu tempo, a correr atrás de alguma coisa.
Tenho esta sensação estranha que se não correr atrás, as coisas não acontecem, a sensação de perda e de não conseguir, porque deixei de correr atrás da vida! É um medo muitas vezes sufocante de e se eu deixar de fazer isto ..... e se .....
É preciso ter coragem de deixar as coisas fluir. Ter coragem e a capacidade de confiar na vida, no tempo e quem sabe, na minha própria capacidade de acreditar que a vida também tem lá guardada coisas boas para mim. Sem precisar de correr atrás.
Talvez o facto de ter tido necessidade, toda a minha vida, de ir atrás para conseguir ter o que tenho, me tenha formatado para não ser capaz de dar uma oportunidade à vida, provando que tudo acontece quando e se tiver de acontecer.
É uma questão de confiança. É uma questão de coragem. Mas sobretudo é uma questão de acreditar e aceitar as coisas boas que a vida me pode dar.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Recomeço ....

Bem...nem sei bem por onde começar. Agradeço desde já a esta incapacidade de adormecer obrigando-me a fazer qualquer coisa. Depois a algumas pessoas que me espicaçaram para voltar a escrever! Apenas porque sabem que gosto e principalmente porque sabem o bem que me faz!
Após este tempo todo no silêncio, naturalmente teria e tenho um role de coisas para escrever, partilhar e principalmente exteriorizar!
Mas não vou fazer isso! Pelo menos hoje.
Hoje queria e quero dar o meu pontapé de saída para este recomeço.
Há coisas que mudaram muito. Outras estão tal e qual o que sempre foram.
Hoje estou mais velha, com mais rugas que mostram que ando por cá a viver! São as marcas que a vida me cai deixando. Por fora e principalmente por dentro!
Este é um dos recomeços que quero fazer na minha vida! Talvez seja o mais fácil de todos, porque na verdade, a escrever, tudo sai naturalmente!
Os outros estarão a caminho onde o principal é o meu recomeço como pessoa. E espero que deste recomeço venha tudo ou grande parte do que sempre quis para mim: ser Feliz com o que sou e com o que tenho (e não me refiro a coisas materiais).
Este recomeço desta minha arca de ideias e sentimentos e vivências recomeçou hoje, com a certeza que vai continuar a ser ....
Até já!

domingo, 8 de março de 2015

Dia da Mulher ...

... poderia andar por aqui a escrever sobre o Dia da Mulher. Dia que, para muitas, ainda fará bastante sentido. Porque, para muitas Mulheres, o género ainda é um fator discriminatório. Eu pessoalmente não me sinto discriminada ao ponto de fazer disso uma luta. Já passei por situações que, por ser Mulher, as coisas tomaram um rumo que, para mim, foi pouco justo e até correto. Porém, tentei não ir abaixo e levantei a cabeça e continuei na minha "caminhada".

Mas hoje, sendo o Dia da Mulher, sinto necessidade de escrever sobre a Mulher que me tornei. E, especialmente hoje, sinto-me particularmente triste. Sinto que me tornei numa Mulher longe daquilo que gostaria ou até ambicionava. Lutadora sim, mas aquém do que gostaria de ser. Independente, mas demasiadamente dependente. Pouco forte. Fraca para tomar atitudes que sei, que nua primeira fase me trariam sofrimento, mas que, a médio prazo possivelmente me devolveriam um amor próprio perdido, uma felicidade roubada e uma liberdade escondida. Submissa a palavras que ferem, a palavras pouco justas, cruéis e que nos magoam no mais profundo da nossa alma. E que ficam por ali, a tornar todos os nossos dias um pouco mais amargos.

Hoje tenho pena do que sou. Tenho pena naquilo que me tornei e naquilo que deixei que me fizessem. E sinto que, hoje, não tenho força para combater, para ir à luta e recuperar tudo aquilo que era meu por direito. Aquilo que nasceu comigo e que compõe a minha verdadeira essência. 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Vazio amargo

... só passaram 3 dias desde aquela 6ª feira que, por um conjunto de mal entendidos, me arrancaste da tua vida, sem dó nem piedade. Apenas saíste, de rompante, sem me dares qualquer hipótese de falar, argumentar, pedir-te, ver-te, sentir-te e sentires-me ... Nem me ver quiseste.

Só passaram 3 dias e a dor que sinto é profunda e, de repente, rouba-me a respiração e sufoca-me. As lágrimas, nesses momentos são a única coisa que conseguem sair do meu corpo. De tão comprimido que anda, todo o meu sofrimento me saí, apenas em lágrimas. Das que são gordas e salgadas ... Nem gritar consigo! E precisava tanto de gritar, para te deitar cá para fora, para longe de mim.

Custa-me muito. Por tudo. Por sentir que lutei tanto, dei tanto de mim, por absolutamente nada ... Tentei conquistar-te aos poucos, tentei que gostasses de fazer parte da minha vida e tentei tanto, mas tanto fazer parte da tua ... 

Dói-me saber que perdi literalmente o amor da minha vida: Tu! Sei que nunca amei assim e que dificilmente me cruzarei com alguém que vá amar tanto, dar tanto e querer tanto.

Não fui a tua escolha. Não fui suficientemente boa, suficientemente capaz ou suficientemente qualquer coisa que te fizesse ficar, por aqui, comigo. Que te impedisse de ir. Que te impedisse de me deixar. Que te tirasse também a respiração por não me teres.Que te fizesse sentir o desespero, a angustia, a dor da falta, da perda ... mas não fui suficientemente ...

E aqui estou. Rezando para que cada dia passe depressa e que com ele me traga um pouco menos de dor, de amargura, de vazio ... 

Mas o vazio que deixaste em mim e por tudo onde passaste será difícil de encher ...

Apenas me resta desejar-te as maiores felicidades do Mundo. Que sejas verdadeiramente Feliz contigo e com a pessoa que escolheste para teres ao teu lado. Ela sim, terá aquela qualquer coisa que foi suficiente para te ter. Foi mais qualquer coisa que eu!

Amar-te-ei para sempre!

Adeus

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Reviravolta grande ...

... é como me sinto atualmente.

A minha vida encontra-se em processo crescente de mudanças, que arrancam literalmente com a minha mudança profissional e que terá como culminar as alterações na minha vida pessoal, onde se inclui a minha pessoa, my self, o meu ego, a mina relação com os outros, a mina relação comigo mesma, a minha relação com a minha filha e a minha relação ou futura relação com uma 3ª pessoa. 

Quanto à minha mudança profissional irei falar mais tarde. Apenas digo que era desejada há muito, que espero que me possibilite um descanso mental tremendo, uma tranquilidade necessária e merecida, um encaixe financeiro melhor (isto de ganhar 700€ não é para todos) e que obviamente me traga mais motivação e mais contentamento a trabalhar. Isto porque, felizmente, gosto muito do que faço. Acho que o faço bem, mesmo desmotivada e, meus amigos, é mesmo isso que gosto de fazer e que quero continuar a fazer, mais e melhor: trabalhar!!!!

Mudanças pessoais são sempre necessárias. Obviamente que a tranquilidade e a motivação irão ter influência na minha postura, na minha auto-confiança e mesmo no meu sossego interior. Mas preciso de mais mudanças. Preciso de saber fazer as minhas escolhas corretas, sem medos. Preciso de me dar ao respeito e me dar valor (na boca de um amigo que pelos vistos agora me considera com pouco respeito próprio, quem diria ...) e de tomar adequadamente as minas decisões.

E o que é que aprendo com este turbilhão em que ando ultimamente? Que sim, ando descompensada, em ponto de rebuçado, é um facto (humana que sou, hem!!!!!) e que muitas vezes me faz disparar para todos os lados, como forma de "despejar" literalmente as minhas angustias e frustrações; que me ajuda a libertar aquilo que para mim se torna cada vez mais difícil e de aceitar;  paralelamente, constituem gritos de ajuda, por um colo, um abraço, qualquer coisa que me acalme os ânimos, me afague a alma e me faça acreditar que, no fim vai tudo correr bem.

E quando olhamos para o lado, há procura desse colo, desse abraço, dessa qualquer coisa, desse afago, ele basicamente não está!!!! E aprendemos que sim, temos que ter coragem para fazer as escolhas corretas, as melhores escolhas para nós, aquelas que nos farão melhores pessoas, mais felizes e sobretudo mais orgulhosas de nós próprias! E que para isso é preciso sim, dar-mo-nos ao respeito, e dar-mo-nos o devido valor!!! Aquela coisa rara ...

E é isso que tenho realmente fazer. E para isso haverá pessoas que ficam e outras que deixarão literalmente de existir. Pelo menos no nosso Universo!


terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Mais um Ano a Terminar ...

... e mais uma vez tenho esta sensação que, finalmente vai acabar.

Foi um ano intenso (mais um), onde o saldo acaba ser sempre positivo porque não posso ousar pensar ou sentir que foi um ano negativo, apesar de todos os "contra's".

Foi um ano com muitos baixos, talvez até mais baixos que altos. Houve poucas coisas que consegui concretizar, dos desejos e vontades que tinha definido um ano atrás. As que consegui encheram-me um pouco a alma, confesso que sim, mas ... ainda ficou tanto para concretizar. Tanta coisa que desejava e que se manteve, tal e qual como estava ... 

Está mais um ano a terminar e desejo, verdadeiramente, que o próximo venha rapidamente. E que venha cheio de força e de energia positiva. E que me encoraje a levar os meus projetos para a frente. Sem medos! E me dê coragem e força para me levantar sempre que cair. E que sobretudo me dê capacidade de avaliar e decidir bem. Preciso que as minhas opções de vida, que os trajetos que irei traçar e percorrer sejam os mais corretos e acertados.

E sobretudo que me mostre que sonhar e ir atrás dos sonhos é o caminho acertado e que no final eu consiga sentir, com toda a certeza, que valeu a pena! Apenas isso!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

42,195 Km

Ando já há alguns dias para escrever este post. Por cansaço, ainda da corrida e por cansaço de trabalho, ainda não me tinha sido possível fazê-lo. Apesar da alegria e excitex em que ando.

Então foi assim: no domingo passado , dia 02 de Novembro, finalmente fiz a minha 1ª Maratona de Estrada! E adivinhem onde? Cidade do Porto ... engraçado não é?????

Já estava inscrita há algum tempo. Entretanto tinha regredido na minha decisão de fazê-la e mentalmente preparei-me apenas para os 16 Km (corrida que em 2012 já tinha feito e que, caso dos acasos, me tinha corrido muitíssimo bem). Mas entre opiniões, pressões e alguns "picanços" verbais, decidi tentar então os 42,195 Km.

Nervosa que estava, até porque passava-me muita coisa pela cabeça. Primeiro, lido bastante mal com os meus falhanços, quer estes sejam de corrida ou de outras índoles. Não gosto, e vou-me abaixo facilmente. Depois, fico a carpir durante montes de tempo ... Até porque estes falhanços conduzem-me a uma autêntica descredibilidade da minha pessoa, das minhas capacidades e das minhas potencialidades. Por fim, há uma vontade tremenda de sentirmos orgulho por feitos que conseguimos (especialmente sabendo que nem toda a gente os faz) e de fazer com que pessoas especiais e importantes para nós, tenham um enorme orgulho naquilo que atingimos. Preciso que olhem para mim com orgulho pelo que alcanço. Não apenas por aquilo que tento  alcançar. Era muito importante para mim acabar e fazê-la.

O início é sempre difícil. Estava nervosa. Sentia o coração na boca e as pernas tremelicavam tanto que eu achava quase impossível elas conseguirem mexer-se, para correr. E aquela espera, os segundos que antecedem a partida ... meu Deus, dão-me cabo dos nervos!!!!

Depois, veio a partida e lá começámos a correr. Ainda nervosa ... e esta nervoseira cansa-me logo nos primeiros metros. Depois, comecei a rolar e a não me preocupar com muita coisa. Tinha regras que queria cumprir. Queria gerir o meu esforço, para conseguir aguentar, relativamente bem, até aos 30 Km. Quem faz 30 Km tem a Maratona praticamente feita, salvo algumas excepções. e eu não seria uma das excepções!

Os primeiros 10 Km fizeram-se bem, tranquilos, sem me custar quase nada e num tempo muito razoável, para quem ainda tinha 32 Km pela frente. Até aos 20 Km, continuei minimamente confortável, mas a minha cabeça (que de vez em quando atrapalha) começava a temer a barreira dos 20 Km. Fui até aos 25 Km com poucas queixas do corpo, mas ao Km 28 o meu joelho (sim aquele que lesionei a treinar para Madrid) começou a dar o ar de sua graça. Tentei não lhe dar grande importância. Inclusivamente fui falando e gritando com ele, dizendo "tem lá calma, porque vou fazê-la!!!! Ai se vou!!!!"

À medida que os Km passavam, as dores começavam a surgir e a apoderar-se de mim. Começamos a sentir necessidade de ir parando. Alternar entre a corrida e o andar rápido, género marcha. E assim o fiz. Corria até ao limite da dor, depois andava uns metros e retomava a corrida. Era para correr que eu ali estava!

Os Km vão passando devagar, devagarinho ... e o cansaço começa a apoderar-se de nós. Mas a vontade de conseguir ultrapassar a meta, de conseguir este feito de correr uma Maratona é mais forte que tudo o resto. E isto ensina-nos a sermos lutadores, a sermos tolerantes à dor, quer esta seja física e/ou psicológica. 

A metros da meta conseguimos ter uma energia que não sei bem de onde vem. Começamos a ter a certeza que o vamos conseguir. Que superámos muitas coisas para ali chegar e que, apesar de tudo isso, vamos fazê-la! E aí, as emoções, guardadinhas há tanto tempo dentro de mim, começam a soltar-se. Soltam-se de forma descontrolada. Na forma de sorriso e de lágrimas, gordas de emoção,  e de orgulho ouvi as vozes de incentivo dos meus queridos amigos (sempre presentes); retive as mensagens que alguém muito especial me foi enviando ao longo da corrida e que me alimentaram a alma, as pernas e a vontade de prosseguir; lembrei-me da sua voz de incentivo e força. 

E assim terminei. De braços no ar, com lágrimas na cara e um sorriso maior que o Mundo!

E hoje sei que consigo ser mais forte e ir mais longe do que alguma vez pensei. E acredito que basta querer para conseguir. E que, apesar de muitas contrariedades, se sonharmos, se desejarmos muito uma coisa e verdadeiramente acreditarmos, um dia acabamos por conseguir. E esta sensação ninguém nos tira!!!!!

domingo, 26 de outubro de 2014

A culpa é das estrelas ...

Hoje decidi ver este filme, que também é livro e que eu, confesso, já ansiava  ver.

Sabia um pouco sobre a história e andava a preparar-me para ter coragem de o ver, tentando aguentar as minhas emoções ao máximo. Sim, sou de lágrima fácil ...

É quase impossível estar a ver o filme e não sentir as lágrimas caírem pela cara, de forma contínua. São lágrimas grossas, como eu costumo chamar. Cheias de tudo aquilo que nos toca e nos coloca a pensar. No final é um aperto que se sente cá dentro e uma sensação de injustiça e de ingratidão tremenda. Sobretudo da nossa ingratidão. Porque quando temos tudo, sobretudo, tempo e saúde, não temos a capacidade de os valorizar. Porque damo-los como garantidos.  Sem sequer sermos humildes o suficiente para colocar a ínfima hipótese que isto do tempo é relativo. Temos tempo até o deixarmos de ter. E esta realidade abrupta pode mudar em apenas 1 seg.

O tempo não anda para trás, nunca andou nem nunca vai andar. O tempo só nos impele para a frente, para um tempo normalmente indefinido e, para muitos, infinito. E não o é. E nós acabamos por desperdiçar muitos minutos do nosso tempo, sem termos a noção que, para nós, para o comum dos mortais, o nosso tempo é finito.

E as pessoas que, por algum infortúnio, deixam de ter esse tempo tão ilimitado e já tão finito, dão-nos lições de vida tremenda. Na forma como olham e vivem cada dia e cada minuto que têm. Porque esses sim, sabem que esse minuto, é menos um minuto da sua vida, tão limitada de tempo. E aproveitam da forma que conseguem.

E tudo o que vivem, sentem como uma dádiva. E saboreiam, cada minuto, cada momento, sem filtros, sem grandes problemáticas, mas com a certeza que, se o tempo deles acabar no segundo seguinte, não deixaram de fazer, de sentir e principalmente de viver aquilo que a vida lhes ofereceu.

E nós por cá, com um tempo sentido como infinito, vamos perdendo dádivas e oportunidades que a vida vai colocando no nosso caminho. Agarrá-los ou não, depende da humildade que temos, em saber se queremos e se fazemos tudo para sermos realmente felizes. Enquanto o tempo nos deixar ... 




terça-feira, 21 de outubro de 2014

Ursos ...

... como os percebo!

Há alturas como esta, que apenas hibernava ... desligava do mundo,  só acordava passado um bom par de meses, onde nem precisava de me lembrar de muito. Apenas daquilo que me faz sorrir.


sábado, 18 de outubro de 2014

Sonhos...

... fazem parte integrante da minha vida, em especial daqueles momentos em que tenho os olhos fechados, em que o corpo descansa mas a minha mente tem tendência a continuar a trabalhar ...

Os sonhos podem levar-nos a estados de puro contentamento, onde conseguimos sentir ou vivenciar coisas que, na vida real, desejaríamos viver e/ou sentir. Podem também ser simples recordações, simples repetições de algo que já vivemos e que nos encheu a alma de qualquer coisa boa.

Mas também têm o condão de nos puxar para a realidade da nossa vida. De não deixar passar em claro coisas e situações que, durante o nosso dia, tendemos a esquecer e a fingir que não existem. Os meus sonhos são assim... 

Tudo aquilo que me esforço por não me lembrar, em retirar ficticiamente da minha realidade, em colocar de lado, como se de nada importasse, à noite, quando adormeço já cansada do esforço que fiz, aparece de uma forma abrupta, clara, objetiva e irritantemente real. Mostrando-me que fugir da realidade que temos, que iludir-mo-nos com "vidas"que não são as nossas, não tem qualquer efeito. Haverá sempre um momento em que as nossas defesas caem e os nossos medos e fantasmas vêm ao de cimo e, assim de repente, levamos com essa realidade, aquela que nos magoa e da qual passamos a vida a fugir, literalmente fingindo que não existe...

Acordo pior do que adormeci. Triste, angustiada e de alguma forma derrotada.

São batalhas que travo durante o dia e que à noite me mostram que saí derrotada. Tentando retirar algum sentido prático de tudo isto, de forma crua, percebo que os meus sonhos apenas me protegem de entrar num modo de vida, num status que não existe e que eu quero por tudo acreditar que sim. São nada mais que a minha consciência, a parte mais racional de mim, que me mostra e me avisa, que a minha vida é aquela que o meu sonho não me cansa de mostrar. E que tudo aquilo que eu tendo a tratar como inexistente, a passar por cima, como se de pequenos pormenores se tratassem, na realidade fazem parte dela e estão lá diariamente, todos os dias, até em momentos e datas que desejaríamos ser apenas nossos. Mas não o são ...

E com isto tenho cada vez mais a certeza que, estes sonhos, só me vão dar descanso, no dia em que eu aceitar que nunca terei mais do que tenho hoje. Porque a realidade, a minha realidade diária, é apenas e só esta ... a que tenho hoje!

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Dias ...

... há dias que fazem apenas parte do nosso calendário. Todos os anos, passamos por eles e pouco nos dizem.

Há outros, que se tornam marcos importantes na nossa vida. Que deixam de ser apenas números de um calendário cheio deles, e passam a ter um sabor, um cheiro e um sentimento especial. E por muito que a vida nos troque as voltas, nos pregue pequenas rasteiras, continuarão a ser sempre dias especiais. Alguns memoráveis até ...

Hoje é um dia!


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Manias, motivação, objetivos ...

... um role de nomes para caracterizar esta minha teimosia de tentar correr mais uma Maratona. Esta de estrada!

Ontem lá aproveitei a Maratona de Lisboa, para fazer um treino longo, de um total de 30Km ... coisa pouca para quem quer correr 42, 195Km, com o menor desconforto possível.

Otimista como eu não existe, claro. Andamos a treinar há já algum tempo com alguma regularidade e com a ajuda de uma profissional destas lides: a nossa Susana, atleta corredora do Benfica (sim, é o grande defeito dela ...), velocista, que 2 vezes por semana nos treina de uma forma estranha e muito profissional (nem imaginam o que fazemos) e nos dita o e quanto devemos correr no resto da semana.

Claro que, após ter feito um treino de 15Km que me correu muito bem a até a uma velocidade bastante aceitavel (6:05) achei que conseguiria 20Km na boa e até os 30. E se a coisa me corresse bem quiçá ir tentar os 42Km .... despachava já o assunto dizia eu!

Mas pronto, a realidade pura e dura é outra. O entusiasmo do início foi oposto ao desespero do final. Os primeiros 10Km correram muito bem. So far so good ... chegar aos 15Km, também na boa! A partir do km 18 este corpinho começou a queixar-se até aos 20Km. Dos 20 aos 22Km foi a birra completa, com o corpo a doer da cintura para baixo. O corpo a doer e a cabeça (que é quase tão ou mais importante que os músculos) a dizer pára, deixa-te dessas loucuras, estás a sofrer, isto devia dar-te prazer  ... e não estava a dar nenhum!!!!! ... dos 22 aos 25Km (sim, consegui ser mais teimosa que a cabeça, mas só até aos 25Km ... a partir daí a parva ganhou-me) foi um suplicio. Tantas dores meu Deus!!!!! Cada vez que parava para alongar as pernas o recomeço era horrendo ... parava, corria, parava, corria ... falei com algumas pessoas que lá iam metendo conversa e me iam oferecendo coisas para tomar ...puro dopping! Lá ia respondendo entre dentes, entre palavrões (a partir de uma determinada altura começo a ficar com um feitio de cão) e com ameaças de "se me voltam a dar coisas para tomar mato-vos!" ...

Pronto, cheguei aos 25 Km, melhor dizendo, após ter corrido Cascais-Belém (ah pois é ... assim parece muito não é??????) e desisti dos 30Km a chamar nomes a tudo e a todos, inclusivamente a mim! 

Disse que não corria mais, que isto é uma estupidez e que me iria dedicar a distâncias mais curtas - 10-21Km parece-me razoável!

Ainda não decidi o que fazer. Se me apetece, de verdade, dedicar-me a outro tipo de distâncias. O facto é que não terminar uma Maratona de estrada me vai saber a derrota, a falhanço, a pouca força de vontade ... sei lá! 

Entre manias, objetivos definidos e constantemente alterados, motivação em falta e em excesso, o facto é que mesmo assim, não me consigo definir. Tenho até dia 02 de Novembro para me decidir e tentar treinar afincadamente. Vou ao Porto! Onde em 2012 fiz a corrida de 16Km que me correu muito bem! Portanto ou faço a Maratona ou volto aos 15Km ... sem pressões, porque decidir estas questões não são fáceis! Há coisas piores ... mas esta também não é fácil!



terça-feira, 23 de setembro de 2014

Desabafo ...

A vida vai-nos pregando partidas, vai-nos colocando obstáculos, mais ou menos difíceis de ultrapassar. Vai-nos colocando à prova. Testando os nossos limites e definindo as nossas prioridades.

Basicamente a vida vai toldando a nossa maneira de pensar e de agir. Ensina-nos uma série de coisas e a mais verdadeira ou, pelo menos, aquela que para mim tem mais sentido, é que cada um de nós tem o direito e o dever de fazer escolhas, as nossas próprias escolhas. Devendo estas estar em consonância com os nossos princípios, com a nossa vontade e com aquilo em que acreditamos (mesmo que sejamos os únicos a acreditar).

Não podemos nem devemos estar preocupados com as opiniões dos outros ou mesmo com as suas escolhas. Cada pessoa tem uma história, que nos acompanha a cada dia que vivemos e que, quer queiramos ou não, fincará as nossas características mais próprias. Não há ninguém que nos possa compreender melhor que nós próprios. Exatamente pela história que vivemos até ao dia de hoje.

E por isso as nossas escolhas a nós dizem respeito. Quer façam ou não façam sentido para os outros. Basta fazerem sentido para nós!

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Difícil que é ...

... e que está a ser.

Já passaram quase 3 semanas que tive que colocar um ponto final na minha história. 

Não daqueles pontos finais que queremos dar porque nos fartámos ou porque deixámos de gostar ou até porque sabemos que deixaram de gostar de nós. Mas daqueles que somos obrigados a fazê-lo. Obrigados a fazê-lo porque chega a uma altura em que nos temos de colocar em 1º lugar. Porque não podemos ser menos daquilo que merecemos ser. Porque temos de ter algum amor próprio, por muito que queiramos dar esse amor próprio a essa pessoa.  

Porém, todos os dias me questiono se fiz bem ou não. Se este sofrimento compensa. Se este grito de alerta, se este grito de desespero compensa esta sensação horrorosa de se perder alguém que se ama. De sabermos que muito dificilmente iremos amar assim outra vez. Que tudo o que virá a seguir ficará sempre aquém desta pessoa, desta relação e deste amor.

Todos os dias me questiono como será amanhã e rezo todos os dias para que a minha história tenha um final feliz. Vivo cada dia com uma vontade tremenda que o dia termine, para ser apenas mais 1 dia na minha vida e menos 1 dia de sofrimento. Por muito que seja injusta com quem já teve perdas maiores, a sensação que me assola diariamente é que ter abdicado deste amor é igual em sofrimento, ao ter-nos morrido alguém muito próximo, como um filho, um irmão ou um pai. É uma dor que nos corrói por dentro, que nos vai mutilando até sentirmos que já não temos nada. E vamos vivendo cada dia assim. Num automatismo constante, a cansarmos a cabeça e o corpo (há tanto tempo que não fazia desporto tantas vezes durante a semana), como se isso fosse um castigo, uma anestesia ou apenas uma forma de arranjar alguma coisa que nos distraia. 

Sou uma pessoa apaixonada pelas coisas, pela vida, pelas pessoas. Mas Amor assim foi apenas desta vez! Aquele amor que nos enche a alma e que sabemos e temos a certeza que é a pessoa com quem queremos passar o resto das nossas vidas. É aquele amor que nos impede de amar qualquer outra coisa ou alguém. E isto é para o bom e para o mal. Damos tudo porque amamos e porque queremos que a outra pessoa seja Feliz connosco. Se ela for feliz nós também o seremos. É aquela pessoa por quem nós sabemos que vale a pena fazer cedências; por quem vale a pena lutar; que nos sentimos bem a Amar e a ser Amados. 

E acordarmos todos os dias a saber que afinal não foi um pesadelo, que aquele lado da cama está vazio, que o cabide lá está, a abanar por falta de peso; que a prateleira está mais vazia; por sentirmos que o cheiro está a passar; que o espaço continua a estar vazio, vazio, vazio ... 

E sentir-me impotente por saber que aquilo que o futuro nos reserva aos 2 não depende de mim e que talvez nem passe por mim.  Sentir uma injustiça tremenda, sem perceber o que falta para eu ser a opção, a opção certa, a opção desejada ... sem perceber e dificilmente aceitar que pelos visto Amar só não basta!

E é assim que eu passo cada um dos meus dias ... 

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Bonita que é ...

 ... daquelas que cada vez que oiço tenho um aperto no peito uma sensação de vazio e uma tristeza inquantificável ...

https://www.youtube.com/watch?v=DnSP7UkPRxQ

... This, I guess, is to tell you
You're chosen out from the rest ...





sexta-feira, 5 de setembro de 2014

É isto pelo qual espero ...

... nem mais nem menos ...


"Vale a pena esperar por alguém que queira de nós muito mais do que «apenas» gostar de nós, alguém que queira, também, cuidar de nós. 
Vale a pena esperar por alguém que mais do que olhar para nós todos os dias, queira, também, olhar por nós em cada dia. Faz tanta diferença. 
Vale a pena esperar por alguém que nos faça sentir que temos direito a esta sorte grande, a compreender porque é que até àquele dia nenhuma outra pessoa tinha dado certo.
É na conquista e na cumplicidade de todos os dias, na decisão de querermos viver um amor feliz e não um amor perfeito, que vamos celebrando a sorte de um dia nos termos escolhido."

... apenas e tão só isto!!!!!


http://asnovenomeublogue.clix.pt/2014/09/das-constancias-que-permanecem.html





sexta-feira, 29 de agosto de 2014

... e é assim ...

Há alturas na vida que temos de nos munir de uma coragem tremenda, para tomar decisões que sabemos que nos vão marcar para o resto da vida. Que nos vão trazer um sofrimento tremendo que vai custar a passar. Que possivelmente que tudo aquilo que tivemos, sentimos  e vivemos durante o nosso tempo, não irei viver nem sentir com mais ninguém. A dor de me aperceber que, possivelmente, tudo é finito corrói-me por dentro.

Possivelmente as decisões que mais nos custam são aquelas que menos desejamos. Apenas cheguei a uma altura em que sinto que nada faz sentido. Sinto-me cansada, deslocada, enganada. Sinto que deixei de ser aquilo que outrora fui para essa pessoa. Sei que estava a remar contra a maré, sozinha, onde a força da corrente e a ondulação que atravessava me estavam continuamente a puxar para baixo e a afogar-me de forma lenta. Onde, no fundo, sei que por muito que faça ou por muito que deseje, já não posso fazer muito mais. E há alturas em que temos de sair. Não desistir, mas saber que chegou a nossa hora.

Sei que as relações se fazem a 2. Sei que possivelmente há sempre uma parte que dá mais que a outra. Há sempre algum tipo de desequilíbrio que tende sempre para o lado mais forte. Sei que normalmente sou a pessoa que dou mais. Porque sou assim. Porque quando Amo dou tudo o que posso e não posso. É a minha natureza.

Por muito que me custe, por muito que Ame (e Deus como Amo esta pessoa), por vezes temos de largar aquilo ou aquele que sabemos que não é nosso e que, possivelmente, nunca o foi.

Não quero olhar para isto como uma desistência. Apenas sei que tenho algum amor-próprio (ainda) que me faz deixar ir uma pessoa que nunca foi minha e que sei e sinto, no toque, no olhar, nas palavras, na vivência e sobretudo cá dentro, na minha alma, que, neste momento, não o é tão pouco.

Não posso continuar a sonhar com um futuro que sei que não vai acontecer. Não posso continuar a viver para alguém que no fundo deseja ir, deseja que eu o deixe seguir o seu rumo, a sua vida (na qual eu decididamente não tenho lugar) e que só não o faz por pena, por falta de coragem ou por qualquer coisa assim.

E é aqui, nestes momentos, em que sabemos que tentámos tudo mas que a vontade e o desejo não são mútuos, que temos de ter coragem, sair da nossa zona de conforto (ou de desconforto) e tomar a tal decisão que nunca quisemos. Temos que  ter algum amor próprio e respeito por aquilo que somos. Estava a falhar redondamente nessa parte. E se há pessoa que não pode falhar comigo, sou eu própria, mais ninguém!

Sempre ouvir dizer que o que tem de ser nosso um dia será. Não acredito muito nisso. Neste caso então ... no way! Aquilo que eu sei é que, segundo os meus princípios morais e a minha consciência e no fundo, tendo em consideração a pessoa que sou, a minha essência, não posso insistir nem me posso manter num lugar que sei que não é o meu! Que nunca foi e que possivelmente nunca será!


E é assim que te deixo ir … a ti Amor da minha vida!

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Lições de vida ...

… é isto que andamos cá a fazer. Aprender constantemente. De maneiras diferentes. Umas aprazíveis outras com dor, sofrimento e lágrimas.

E a vida vai-nos mostrando que as coisas nunca são como pensamos ou até como desejaríamos. A vida vai acontecendo como tem de acontecer.

Chamo destino? Não sei. Não faço ideia. Já achei que sim. Já acreditei que as coisas acontecem porque têm de acontecer. Porque há algo que estará à nossa espera … nem que seja mais uma amarga lição de vida. Para nos tornarmos mais fortes. Para nos tornarmos mais sábios, menos parvos, mais sobreviventes.

Acho que sempre fui uma romântica sonhadora. A vida vai tentando encaminhar-me para outras bandas, género deixa lá o romantismo. Não esperes, não tenhas expetativas, não dês demais, não dês em excesso. Defende-te miúda!!!!!!

Mas a nossa natureza vai fazendo ao contrário. E a maturidade, aquela que deveríamos conquistar com o aumento da nossa idade cronológica e com a experiência que a vida nos vai dando, deveria moldar-nos de forma a tornarmo-nos mais adequadas ao estado de hoje. Aos valores de hoje. À natureza humana de hoje.

Por vezes acho que isso, em mim, será quase impossível. Mas por outro lado, quando caímos e não temos ninguém sem ser nós próprios para nos dar a mão e levantar, acabamos por, mesmo não querendo, tornarmo-nos mais rijos.

Lembro-me que uma psicóloga uma vez me disse que eu era muito mais forte do que pensava. Que isto de ser a filha do meio nos dá capacidade de, desde pequeno, lutarmos por nós próprios, sozinhos, porque os outros estão demasiadamente ocupados a cuidar dos outros. Os das pontas. E essa experiência ninguém me tira.

E hoje olho para trás e meu Deus o que já batalhei sozinha. A coragem que tive de ter para me aguentar quando ouvia uma mãe a dizer-me que não me queria, quando perdi um bebé e quase morri por isso (e passados 2 dias já estava a trabalhar), quando tive que fechar uma porta de 16 anos por me ter cansado de dar e não receber à medida e por ter sido “enganada” ou profissionalmente quando me faço e desfaço para conseguir ter um lugar justo e meritório.

E tudo isto deveria ter-me dado arcaboiço para eu ser senhora do meu nariz, decidida, fria, egoísta quiçá, lutadora, assertiva, confiante e no final uma vencedora.

Hoje acho que não aproveitei estas ferramentas e armas que a vida me foi oferecendo para eu sobreviver. A vida lá sabe porque em vez de nos dar uma flor nos dá uma armadura. Em vez de colo nos dá ratoeiras. A vida lá sabe porque para uns é tudo tão fácil e para outros é preciso estar continuamente a cair e a levantar-se.

Hoje, sinto que estou ligeiramente diferente. Perdi algum brilho no olhar, alguma capacidade de sorrir e gargalhar, alguma crença nas pessoas e confiança no destino. O destino somos nós que o fazemos, com as nossas escolhas. Por outro lado, estou convencida que tenho que sozinha, dependendo só de mim construir e buscar aquilo que mais quero, mas comigo sempre no topo da lista, no topo da pirâmide.

Todos nós merecemos melhor. Todos nós, ou pelo menos a maioria de nós, merecemos ser felizes. Merecemos usufruir de um estado e de uma vivência que é única. Já vivi 40 anos. Apenas me restam, nas melhores das hipóteses mais 40 ou 50 anos.

Espero que as lições que a vida me fez o favor de me dar e constantemente relembrar me sirvam nestes próximos 40 anos. Sou boa pessoa, bem formada, esforçada, linda por fora e por dentro como tantos amigos me dizem. Excelente amiga. Quando sou determinada batalho até aos meus limites. Quando gosto dou o que tenho e o que não tenho. Faço o que posso para ver feliz quem esta ao meu redor. Sou até contagiante, pelo que dizem.


E julgo que neste processo todo de dar e tentar fazer os outros felizes, me tenho esquecido de mim. E mais uma vez aprendi que se não for eu a ir à luta por mim, ninguém o fará. E possivelmente só quando eu me colocar em 1º lugar em tudo na vida, conseguirei atingir e alcançar aquilo que sempre quis. 


Apenas ser Feliz! 

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Férias ...

... aquilo porque espero e aguardo o ano inteiro, não só para recarregar baterias mas para usufruir de um variado número de coisas que as férias têm o condão de me oferecer: liberdade; tempo; brincadeiras; namoros; abraços; carinhos; amonas; mergulhos; noites quentes; dias escaldantes; areia nos pés e o prazer de sentir a água salgada entrar por cada um dos poros da minha pele.

Por estas razões e mais algumas deveria estar aos pulos de contentamento. A verdade é que não estou. Estes últimos dias desta semana foram dos piores que tenho tido nos últimos anos. 

A tristeza instalou-se em mim como se tivesse uma corda ao pescoço. a respiração faz-se por picos: ou não consigo respirar ou hiperventilo! Tenho uma angustia crescente, que me tem acompanhado desde o 1º segundo da manhã ao último segundo da noite. Inclui o período de sono.

A verdade é que ninguém é obrigado a amar ninguém, nem fazer parte de vidas que não se quer e que se acha ou sente que não são nossas. Ninguém é de ninguém. A verdade pura e dura é essa. 

Confesso que me canso de amar desta maneira desmedida, verdadeira e límpida, desajeitada até...   confesso que dou tudo o que tenho e posso. Confesso que sei que dou demais. Dou até o que não podia. 

Depois vem sempre aquele dia, em que levamos com uma frase que desejamos sempre nunca ouvir. Verdades que se ouvem e nos custam a engolir e até a acreditar, que nos doem por dentro e por fora e que, em apenas 1 seg, arrasam com qualquer sonho que criámos e vivemos.

Confesso que adorava, nem que fosse uma vez na vida, ser amada da mesma forma e intensidade, com que Amo quando Amo ... de também por mim irem buscar a lua! 

Ninguém disse que a vida seria fácil ou sequer justa. Confesso que estou cansada de amar para nada! Confesso que estou cansada de ficar sozinha a apanhar tudo o que é pedaço de mim. Que a vida me vai "presenteando" com pedaços cada vez mais pequenos.

Sei que há vidas piores que as minhas. Mas também sei que há vidas bem melhores. Também sei que normalmente as coisas são ao contrário: quanto mais cabra e menos honesta mais se consegue. 

Eu, felizmente, não sou assim. Amo verdadeiramente quando Amo; Dou-me verdadeiramente quando quero dar; faço o impossível se mo pedirem. 

Agora resta-me apenas conformar-me com mais isto. Com a triste certeza que foi a pessoa que mais Amei até hoje. Que seria essa a pessoa com quem quereria estar, todos os dias da minha vida. Na saúde e na doença. Com 40 e com 80 anos. a sorrir e a babar ...

Mas a vida não quis assim! 

E é assim que vou de férias, vazia e triste ... sem sonhos. Desta vez apenas vou. 




PS: acho que também por aqui vou de férias ... quem sabe um dia não volto!

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Das maiores amarguras da vida ...



... quando já demos tudo o que podíamos, quando já fizemos mais do que o expectável, e quando continuamos a ser uma opção e uma pequena parte da vida de alguém, a melhor solução é, por muito que nos custe e doa, devemos sair, apanhar todos os pedaços em que nos transformámos e rezar para que a dor passe depressa.


A vida logo se encarrega de nos ajudar a colar tudo novamente, pedaço por pedaço (e são tantos meu Deus) até conseguirmos voltar a ser a pessoa que éramos. Se não conseguirmos ser um bocadinho melhores, pelo menos que fiquemos iguais ao melhor que fomos.