"Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência!
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade!
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio!
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente... Isto é um princípio da natureza!
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto e circunstância!
Solidão é muito mais do que isto...
SOLIDÃO é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma."
Francisco Buarque de Holanda (Poeta, compositor e cantor)
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Special people in special places ...
... e foram assim estes últimos 3 dias.
Paralelamente a trabalho, passei estes últimos 3 dias na cidade do Porto.
E queria tanto escrever sobre isso. Ando há dias a pensar no que escrever. Já iniciei, com as 2 primeiras frases. Depois parei. Voltei e parei. E não consigo escrever. Ou melhor, sei perfeitamente o que gostaria de escrever, de partilhar, de deixar aqui registado. Não sei é fazê-lo por palavras.
Não há dúvidas que os lugares se tornam especiais por aquilo que vivemos neles ou mesmo por aquilo que eles representam para nós.
Nunca fui muito fã do Porto. Quem me conhece há alguns anos, sabe que é verdade. Falamos aqui de alguma rivalidade clubística mas principalmente rivalidade entre Lisboa e Porto. À parte das rivalidades, sempre achei o Porto uma cidade escura, demasiadamente escura e antiga, mal cuidada, pouco convidativa ... não havia muita empatia entre nós!
O facto é que a nossa vida vai mudando e a percepção que vamos tendo das coisas e dos lugares se vai alterando. Altera-se porque vamos amadurecendo; altera-se porque deixamos de ser (ou não) tão tendenciosos; altera-se porque começamos a gostar daquilo que é típico; daquilo que é antigo e até, de alguma forma, da história e da vida que os locais emanam. Altera-se porque começamos a olhar para os lugares com os olhos e com o coração e simplesmente nos deixamos levar ...
Claro que o facto do Rio Douro ser de uma beleza extrema (a zona do Douro é das minhas zonas favoritas do nosso Portugal) e de envolver e abraçar a cidade do Porto, confere uma certa magia a este lugar. É impossível ficar-mos indiferentes! A forma como eu senti desta vez esta cidade foi muito diferente. Vim do Porto rendida.
Claro que o facto do Rio Douro ser de uma beleza extrema (a zona do Douro é das minhas zonas favoritas do nosso Portugal) e de envolver e abraçar a cidade do Porto, confere uma certa magia a este lugar. É impossível ficar-mos indiferentes! A forma como eu senti desta vez esta cidade foi muito diferente. Vim do Porto rendida.
Passeei sozinha e acompanhada. Duas vivências e formas de viver a cidade completamente diferentes. Conheci lugares fantásticos; olhei com ganância para tudo o que estava em meu redor; senti cada pedacinho daquele chão e senti o cheiro daquele rio, daquele mar e daquela gente ... E por momentos apeteceu-me fazer um Pause e ficar por ali ...
Andei, andei e usufrui de uma data de sensações e pensamentos que me encheram a alma. Nem tudo é fácil. Nem tudo é aprazível. Viver este presente com vontade que seja o nosso futuro, mas não puder vislumbrar o amanhã é uma coisa que me corrói por dentro. Mas isso são outras histórias...
Para já aproveito tudo de bom que estes dias no Porto me trouxeram. Aproveito cada segundo; cada imagem; cada cheiro; cada sabor...e deixo-me continuar a ir naquela sensação que, para mim, achei que fosse apenas um sonho...
Obrigada!
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
sábado, 24 de agosto de 2013
...e já voltei!
Voaram as minhas férias. Basicamente, como as férias do comum dos mortais...simplesmente voam!
Foram sobretudo tranquilas. Há alguns anos que as minhas férias de tranquilas nada tinham. E a razão não era propriamente as aventuras das mesmas, nada disso ...
Acho que a grande diferença é que, este ano, simplesmente vim. Não criei muitas expetativas. Sobretudo queria ter férias. Precisava ter férias. E tive!
Têm sido meses intensos e o que é facto é que este pedacinho de lugar me inspira e me dá uma paz, dificil de encontrar em muitos sitios. Gosto deste mar, destes sons, deste ar e deste cheiro.
Sempre chamei este lugar de porto de abrigo. Desde sempre me habituei a vir para aqui, muitas vezes sozinha ... e realmente é um porto de abrigo que tenho tido.
Gosto sobretudo de parar, observar, pensar e sentir. É sobretudo o que faço por aqui. Acho que cada vez mais. Por alguma razão, certas decisões importantes da minha vida foram tomadas aqui. Para além de um conforto e reconforto, este lugar vive-me! É esquisito explicar, mas é sempre por aqui que, nos momentos menos bons, me dou importancia. Me redescubro. Me questiono e me tento valorizar. Ou melhor, é neste lugar que todos os dias me lembro da Mulher que sou e sobretudo da Mulher que pretendo ser.
E acho que as férias são isso mesmo. Uma paragem ... para quando recomeçarmos, fazê-lo da melhor forma possível!
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
quarta-feira, 31 de julho de 2013
“É isto. É esta urgência. Esta precisão. Como se a vida acabasse amanhã. Como se tivesse de ser agora. Agora ou nunca.
Diz-se amor quando é agora ou nunca.
Nunca quis como te quero. Nunca desejei como te desejo. Nunca soube o que era desejar alguém. ´
Diz-se amor quando é agora ou nunca.
Nunca quis como te quero. Nunca desejei como te desejo. Nunca soube o que era desejar alguém. ´
Até ti nunca soube o que era desejar. Até ti nunca soube de mim.
Diz-se amor quando até ele nunca soubeste de ti.”
--------------------------------Diz-se amor quando até ele nunca soubeste de ti.”
"In Sexus Veritas", de Pedro Chagas Freitas (https://www.facebook.com/pedrochagasfreitas?hc_location=stream#!/pedrochagasfreitas?hc_location=stream)
terça-feira, 23 de julho de 2013
O amor é uma coisa, a vida é outra!
Gostava de escrever assim!
Mas sentir e amar desta maneira , já não é nada mau ...
Mas sentir e amar desta maneira , já não é nada mau ...
Elogio ao amor- Miguel Esteves Cardoso
“Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
quinta-feira, 18 de julho de 2013
sábado, 13 de julho de 2013
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Inspiração ...
Um destes dias em conversa,
falávamos sobre feitios, personalidades e a capacidade, existente ou não, de
conjuntamente, no dia a dia, a vivência e a convivência entre ambos ser ou não
possível. Talvez numa vida a dois!
São sempre questões complicadas
de fazer; de falar e até de sentir. Há sempre um receio sobre aquilo que iremos
dizer; aquilo que nos vão dizer e aquilo que é percebido por cada um de nós.
Todos nós temos uma história que
nos marca de forma mais ou menos positiva; mais ou menos negativa e que acaba
por influenciar as nossas escolhas; os nossos passos e muitas vezes até o nosso
querer!
Por um lado, está a nossa emoção
aos pulinhos a desejar e a dizer claro que sim. Emocionalmente falando (e
sentindo), quando se gosta consegue-se tudo. É tudo fácil e simples.
Emocionalmente, será tudo sempre maravilhoso ou quase maravilhoso. O desejo que
as coisas dêem certo é imenso e a vontade que se tem de ter uma vida de
partilhas, uma vida que vá para além daqueles momentos pontuais, de chegadas e
partidas, acaba sempre por fazer com que tudo seja ou pareça facilmente fácil. O
desejo de fazermos, incondicionalmente parte da vida de alguém, tal como essa
pessoa faz parte da nossa …
Por outro lado, temos a nossa
parte racional. Aquela que nos lembra, diariamente, que as pessoas são
complicadas, por natureza. Que as pessoas são diferentes; que as pessoas não
mudam e nem tudo num casal é perfeito e maravilhoso. Que as pessoas têm coisas
boas mas também têm coisas más. Que as pessoas são também egoístas e que nem
sempre têm a tolerância necessária ou desejável. Que há sempre uma parte que
irá dar mais ou fazer mais para tudo dar certo. Os feitios misturam-se e
chocam. Algumas vezes os choques não fazem moça nenhuma, outras vezes podem
fazer moças. Das pequenas às grandes e às enormes.
Mas a nossa razão também nos
mostra que há relações que duram verdadeiramente. Que duram porque têm de
durar. Porque as pessoas se esforçam e a vontade de querer ficar com, é mais
forte do poder ficar sem. Porque há pessoas que se completam, por muito
diferentes que sejam!
E afinal como é que as coisas
funcionam? Como é que será no dia a dia. Na realidade COMO É?
Acho que não é sempre fácil nem
sempre maravilhoso. Gostaria, que assim fosse mas não há relações perfeitas. Há
relações que dão certo e que resultam e outras que não. Possivelmente há mais
relações que não resultam do que aquelas que resultam.
Sobretudo acho que a veracidade e
intensidade do sentimentos que une as pessoas; a vontade de querer criar algo a
dois; a capacidade de aceitar mutuamente as características de cada um; a
capacidade de saber ouvir e saber dizer; de saber aceitar o bom e o mau do
outro; o respeito e a cumplicidade que se cria em tudo aquilo que se faz e se
vive são os principais pozinhos mágicos que levam duas pessoas a estarem e a
ficarem juntos e a serem verdadeiramente felizes.
Em tempos já consegui ser assim.
Após estes anos apercebi-me que muita dessa felicidade era eu que a criava. E
quando a vontade não é a mesma para os dois, mais tarde ou mais cedo deixa de
funcionar. E aí é altura de ter coragem e de decidir. Decidir por nós. Não pelos
outros. Com mais ou menos tempo lá decidi e percebi que não era por ali. A insatisfação
foi crescendo até que a vontade de tentar ser feliz foi bem superior ao medo de
ficar sozinha; ao medo de ver um projeto de vida falhado; ao medo de “roubar” o
chão a uma criança; ao medo de não voltar a amar ou mesmo ao medo de não voltar
mais a ser amada.
Hoje, não me arrependo do rumo
que a minha vida tomou. Percebi que muitas vezes o medo nos rouba dias, meses e
até anos de vida. Que cada dia a mais pode ser um dia a menos! E o tempo não
volta atrás, e ficamos com a sensação amarga que andámos a perder tempo ...
Hoje voltei a amar e a sentir-me
amada. Amo como nunca amei. Desejo como nunca desejei.
Se um dia poderei concretizar a
vontade de criar; de partilhar; de respirar a dois novamente? Honestamente não
sei. Uns dias penso que sim, outros dias tenho a certeza que não! Decisões que
não dependem só de nós são difíceis de prever.
Ou talvez não …
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Férias ....
A minha Bá foi a banhos, que é o mesmo que dizer que foi de férias. Ou seja, uns quantos dias sem estar com ela; sem a olhar; sem a sentir; sem me zangar ... mas também sem me rir das brincadeiras dela!
Noto que me custa menos esta separação temporária. Já é o 3º Verão em que fico uma temporada sem ela.
É um misto de sensações. Confesso que sim ...
Lembro-me na 1ª vez a sensação amarga de ficar sem chão. Lembro-me da sensação amarga de ficar incompleta. Como se ma tivessem roubado! Mas é uma sensação que se vai desvanecendo, ao longo dos dias...
Hoje já vivo este momento de forma bem mais tranquila. Já não me sinto tão incompleta nem vazia. Esta sensação amarga acaba por ser substituída por uma certa tranquilidade. Por um lado, sei que ela está bem. Está de férias,no seu espaço, na sua praia e na sua piscina. Sei que sente a minha falta. Especialmente de noite ...
Por outro lado, confesso que, gozar do meu espaço só para mim, também me agrada. Consigo "descansar" desta tarefa árdua que é ser Mãe. Ainda mais numa fase de pré-adolescência que promete ser "emotiva"; intensa ... e cansativa!!!!!
Por vezes o silêncio excessivo daquele espaço, que é tão nosso, angustía... de vez em quando torna-se tudo demasiadamente certo; demasiadamente arrumado e demasiadamente quieto!
Nestas alturas a paz foge-me e sinto uma necessidade de ir até ao quarto dela e ficar ali, quietinha...
Como se só por ali estar me enchesse um pouco a alma...
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Final de um ciclo ...
... de 8 anos.
Neste Colégio com estes Amigos, durante 8 anos.
Os seus primeiros amigos; a sua primeira escola; os seus primeiros professores.
Foi "ontem" que, com o coração bem apertado e um nó que ia do estômago à garganta, a fui deixar no Colégio, para o seu 1º dia de aulas.
Tinha 2 anos acabados de fazer. Esta angustia de separação consumiu-me durante esse dia todo e foi diminuindo, de forma gradual, ao longo dos anos.
Este fim de semana foi a "despedida". Deste Colégio, desta etapa, de alguns dos Professores.
Foram 8 anos que a marcaram seguramente. A ela e a mim!
Aprendeu muito do que sabe hoje. Aprendi muito do que sei hoje como Mãe.
Fez boas amizades. Fiz boas e eternas Amizades.
Estes 8 anos foram intensos. Criaram-se laços tremendos entre as crianças e entre algumas mães e pais.
A maioria vai seguir para um Colégio comum. Poucos seguem individualmente um novo caminho. A minha Bá é uma delas. Decisão difícil de tomar. Tomei-a conscientemente e ciente que estaria a fazer a melhor opção. Tenho certeza que sim.
Destes 8 anos espere que traga e guarde com ela algumas Amizades; alguns dos princípios apreendidos; ideias e ideais de vida; conhecimentos bem cimentados; memórias de momentos inesquecíveis e um sentimento de alegria e recordação tão forte e tão profundo, que lhe permita reviver cada memória com uma intensidade enorme.
Há pessoas a que agradecerei e estarei grata até aos meus últimos dias. Por tudo o que fizeram e proporcionaram ao desenvolvimento da Bá e ao meu próprio. Ao carinho e dedicação com que partilharam cada descoberta; que curaram cada ferida; que presenteavam cada vitória e que enxugaram cada lágrima. Dela e minha ...
Há pessoas que a mim me ensinaram também muito. Há pessoas que irão fazer parte da minha vida eternamente. Com a mesma intensidade e cumplicidade com que a vivemos hoje.
Porque como alguém especial me disse, há muita coisa que existe "para lá" da Escola.
Mas é a esta Escola, por tudo aquilo que nos proporcionou, que Agradeço do Coração!
Um Muito Obrigada e um Até Sempre ...
terça-feira, 25 de junho de 2013
sexta-feira, 21 de junho de 2013
quinta-feira, 20 de junho de 2013
domingo, 16 de junho de 2013
domingo, 9 de junho de 2013
E já vão 10 ...
... 10 anos em que fazes parte incondicional da minha vida.
Em 10 anos aconteceram tantas coisas, Bá.
De uma bebé indefesa, tornaste-te numa pré-adolescente linda, com vontade própria e um feitio muito característico.
De uma bebé que comia e dormia, tornaste-te numa criança que pula, corre e dança como se não houvesse amanhã.
Tens as tuas opiniões tão bem cimentadas e um sentido de justiça que me espanta e me orgulha. E assim te vou vendo a crescer...
Tens um sentido de humor muito peculiar e uma maneira de rir e sorrir que me faz vibrar o coração. Sem seres de riso fácil, quando o fazes, é tão teu e tão cheio de ternura ... que me enche a alma.
O teu olhar .... hummmm ... o nosso olhar...desde o 1º dia em que os nossos olhares se cruzaram, tenho a sensação que é a nossa melhor forma de comunicar. A nossa troca de olhar, a nossa cumplicidade e todos os sinais que ambas entendemos tão bem. De forma tão fácil e tão, mas tão simples...
Os teus mimos, sempre contidos mas explosivos ao mesmo tempo, dizem o quanto ainda precisas de mim. Do meu afago, do meu colo, do meu carinho, do meu amor de mãe ...
Cada lágrima tua rouba-me a respiração, mas cada aprendizagem que consegues é uma vitória neste teu processo de crescimento. Uma vitória tua, minha, nossa ...
E é tão bom ver-te assim a crescer.
Olhando para trás, existem coisas que sinto que não fiz da melhor maneira. Talvez como Mãe nem sempre tenha sido aquilo que esperavas ou mesmo necessitavas. Mas a vida é assim ... nem sempre fazemos as melhores coisas, sempre!
Desde o dia que nasceste tens-me ensinado tantas coisas; tens-me ajudado a crescer; a ser mais justa; mais responsável; mais tolerante e mais Mulher. Tens-me ajudado a ser, no fundo, uma melhor pessoa.
De uma coisa podes ter a certeza: Amei-te desde o 1º dia que te senti e Amar-te-ei incondicionalmente até ao último dia da minha vida!
Tua Mãe!
PS: Hoje, pela 1ª vez em 10 anos não acordaste comigo ao teu lado, a contemplar-te, a ver-te dormir ... não pude abraçar-te, beijar-te nem agarrar-te, como gosto tanto de fazer. Especialmente neste dia! Por isso, para mim, foi uma manhã mais triste ... quero que saibas isso!
A ti J por teres, mais uma vez, estado ao meu lado ,numa data tão importante como a de hoje. Por teres sido a 1ª pessoa a felicitar-me por este dia e por me conseguires fazer, mesmo assim, sentir-me especial ...
PS: Hoje, pela 1ª vez em 10 anos não acordaste comigo ao teu lado, a contemplar-te, a ver-te dormir ... não pude abraçar-te, beijar-te nem agarrar-te, como gosto tanto de fazer. Especialmente neste dia! Por isso, para mim, foi uma manhã mais triste ... quero que saibas isso!
A ti J por teres, mais uma vez, estado ao meu lado ,numa data tão importante como a de hoje. Por teres sido a 1ª pessoa a felicitar-me por este dia e por me conseguires fazer, mesmo assim, sentir-me especial ...
terça-feira, 28 de maio de 2013
sexta-feira, 24 de maio de 2013
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Há musicas que me fazem bem à alma ...
... e esta, hoje, foi uma delas!!!
... tão bom!!!!
Ai quando começar a correr ... acho que "vou e não volto"!!!
Run deep, run wild ...
... tão bom!!!!
Ai quando começar a correr ... acho que "vou e não volto"!!!
Run deep, run wild ...
quarta-feira, 8 de maio de 2013
segunda-feira, 6 de maio de 2013
domingo, 5 de maio de 2013
Dia da Mãe ...
Tentando ser todos os dias um pouco melhor ... com a certeza que Tudo é feito e sentido com um amor incondicional ...
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Amigas muito, mas muito especiais ...
... e quando nos sentimos mais tristes, mais desanimadas temos sempre alguém que nos escreve estas palavras, verdadeiramente sentidas ... (obrigada I)
Apesar de não ter conseguido, obrigada por verdadeiramente acreditares e me continuares a dizer coisas como estas:
"és maravilhosa
"As minhas special ones Catarina Trindade e Inês Félix, campeãs da preseverança e capacidade de sacrifício mais notáveis partiram hoje para correr a sua primeira maratona. Rendo-me numa admiração sem tamanho pela inspiração que deixam à nossa geração e à dos filhos que educamos todos os dias com a esperança num mundo sempre melhor. As minhas pernas ficaram por Lisboa mas o meu coração foi até Madrid aplaudir o exemplo dessa poderosa força que transportamos dentro de nós rumo aos sonhos a que temos direito. Go, girls!!
Apesar de não ter conseguido, obrigada por verdadeiramente acreditares e me continuares a dizer coisas como estas:
"a tua generosidade é maravilhosa, isso ninguem te tira, nem um joelho merdoso armado ao pingarelho
tive tanto orgulho nela como em ti
fartei-me de chorar por vossa causa
estupidas"
"que orgulho ser amiga destas pessoas fantasticas
outra no teu lugar nem sequer tinha ido a madrid
ah e tal, desculpa lá mas não aguento a frustração
e tu tavas disposta a fazer um sacrificio do caraças so para a empurrar até à meta"
"és maravilhosa
olha, levanta o cu da cama e vai-te ver ao espelho"
Vou guardar aqui bem guardadinho para quando precisar de colocar o meu Ego lá em cima, vir ler-te mais uma vez, e acreditar que sim ... que sou Maravilhosa de alguma forma! Gostei do Special Ones (afinal não é só o Mourinho ...).
Obrigada Amigona!
PS: quando li o que escreveste, também me fizeste chorar ...
terça-feira, 30 de abril de 2013
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Desabafo ...
... parece mais um, igual a tantos outros, mas não é!
Hoje acordei a pensar nisto. No duche as ideias corriam como água. De repente, senti-me assolada por uma data de imagens e de ideias e conceitos estranhos. No fundo, tive a sensação amarga que nada do que andava a fazer batia certo e que tinha de dar uma volta de 180º á minha vida. Senti que tenho de acalmar. Que tenho, pelo menos uma vez na vida, de andar com os pés no chão.
Sempre me considerei uma sonhadora nata. Aliás, sempre me consideraram uma sonhadora nata! Inconsciente até! Lembro-me da minha família estar continuamente a referir-se às "minhas coisas" como "lá está ela a sonhar"!!!! Lá vai ela "bater com a cabeça mais uma vez"!
Ainda hoje o meu Pai diz que eu "não cresço"...
Sempre sonhei muito. Desde que existo me lembro de sonhar. O problema não é só o sonhar! São as expetativas enormes em tudo aquilo em que acredito ou quero acreditar. Quer seja a olhar para o "meu futuro"; quer fosse na escola; quer seja nas amizades; nas cores clubisticas; nos desportos que praticava e pratico; nas (poucas) relações que tive; nos ideais de vida que traçava e que ainda hoje traço. Sonhava e sonho sempre muito. Criava e crio, sempre, expetativas enormes.
O facto é que criando e vivendo com níveis de sonho e expetativas tão elevados, as quedas e as "moças" são enormes.
Sempre vivi as coisas a 1000. O meu Pai sempre disse que eu não tinha meio termo. Ou é tudo ou não é nada. E começo a olhar para trás e a achar que ele afinal até tinha razão.
Vejo sempre as expetativas e os sonhos como objetivos que quero atingir. Como metas importantes para mim. Porque acho que mereço coisas muito boas. Porque acho que a vida nem sempre foi muito generosa comigo e que, por isso, um dia iria sê-lo. E preciso, ou precisava, de acreditar nisto. Intensamente.
É caracterial esta minha forma de viver. Normalmente dou tudo. Dou normalmente aquilo que tenho e o que não tenho. Vou ao céu e roubo a lua se sentir e acreditar que o tenho de fazer.
É caracterial esta minha forma de viver. Normalmente dou tudo. Dou normalmente aquilo que tenho e o que não tenho. Vou ao céu e roubo a lua se sentir e acreditar que o tenho de fazer.
Esta história da Maratona é mais um exemplo disso. Achei que 10 ou 21 Km não eram suficientes. Achei que o meu sonho seriam os 42Km. E que iria consegui-lo. No matter what! Dediquei-me, quase afincadamente, aos planos de treinos. 480 Km a correr desde Dezembro. Muitas horas a correr. O corpo lá me foi dando avisos que, afinal, isto poderia não ser para mim. Primeiro foi a lesão no dedo do pé. 3 semanas parada. A seguir a lesão no joelho. Nesta só parei na última. E mesmo assim ... insisti em ir a Madrid porque, inacreditavelmente, ainda achava que seria capaz. Quando, quase toda a gente à minha volta (I foste das poucas a ser tão sonhadora quanto eu) me dizia que era uma loucura. E mais uma vez provou-se que ... era uma loucura! E isto demonstra a pessoa que sou. Só acreditei que não seria capaz quando, fisicamente, o corpo não deixou. Porque a minha cabecinha e coração continuavam a dizer You Can Do It !
Quando há n sinais que me vão demonstrando que não vale a pena insistir em certas coisas, eu acho que lá no fundo não é bem assim. E lá vou insistindo. A achar que "os outros" é que estão errados. E sonho muito e tenho expetativas altas. E depois a frustração é tremenda e fico sem chão! E a sensação que tenho é que vivo sempre neste registo. E que já estou farta de fazê-lo!
E quando choro porque aos 3 Km tenho que sair da Maratona, sinto que ninguém percebe isto. Ou se fico tão triste e em baixo, vejo que à minha volta acham que é um disparate. A vida continua! Há outras Maratonas! Há problemas bem piores que esse (há pois há, não tenho a miníma dúvida, eu que que o diga ...)
O problema é que ninguém entende que não é só, e apenas só, a Maratona! Não são os 42 Km. Não é um capricho de quem tem agora 40 anos. São as expetativas que criei e que crio em tudo aquilo que faço. São os objetivos a que me proponho, para não me contentar com aquilo que acho "pouco" para mim. É um desejo infindável de acreditar que eu posso e que consigo ter aquilo a que me dedico e que tanto desejo, de corpo e alma. Ter aquilo que acho que mereço. É a prova que, afinal comigo, os sonhos também se realizam! Não são os 42 Km! É aquilo que esses 42Km representam.
E quem fala na Maratona fala em tantas outras coisas. Fala em projetos profissionais; em projetos pessoais; em amizades; em família; em viagens; em relações ... E é aí que está o cerne de tudo isto. Não são os 42Km ... não sou assim tão tolinha que fique angustiada porque não consegui correr 42Km no dia 28 de Abril de 2013. Como se fartaram de me dizer, há mais Maratonas. Pois há. E para mim não há Maratona mais importante que aquela que faço diariamente desde 1971: a minha vida!
E chego a esta altura e sinto-me cansada de criar e viver sempre com elevadas expetativas. Há coisas na vida que, por muito que eu queira, não são para mim. Por muito que eu lute e sonhe, possivelmente nunca irei chegar lá. Porque realmente aquilo que, de facto, a vida tem para nós cá nos chegará. Por muito que gostemos ou não! e temos de aprender a aceitar e viver com isso!
E chego a esta altura e sinto-me cansada de criar e viver sempre com elevadas expetativas. Há coisas na vida que, por muito que eu queira, não são para mim. Por muito que eu lute e sonhe, possivelmente nunca irei chegar lá. Porque realmente aquilo que, de facto, a vida tem para nós cá nos chegará. Por muito que gostemos ou não! e temos de aprender a aceitar e viver com isso!
Tenho de aceitar, de forma tranquila, aquilo que me está destinado. Aquilo que, por direito, é ou será meu. E há alturas em que temos de saber desistir de sonhos; de idealismos e de conquistas. Temos de aprender a ser inteligentes e perceber os sinais. Quer estes nos sejam dados pelo corpo; por uma amiga; pelos mais velhos e experientes; pela nossa "razão" ou mesmo pela propria vida!
E tenho de aprender a viver assim. Não sei é se estarei, a esta altura do campeonato, a sonhar também demasiadamente alto ...
A vida mo dirá! Eu só espero saber conseguir ouvir!
E tenho de aprender a viver assim. Não sei é se estarei, a esta altura do campeonato, a sonhar também demasiadamente alto ...
A vida mo dirá! Eu só espero saber conseguir ouvir!
domingo, 28 de abril de 2013
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Sabor amargo ...
... é já amanhã que rumo a Madrid onde, supostamente, no Domingo, iria concretizar um sonho antigo.
Sonho que passou a quase realidade, após um impulso de entusiasmo que me deu, a mim e à I, no início de Dezembro.
A partir daí foram 4 meses de treino.
Foram muitos dias de corrida (19 semanas de treino); muitos Km feitos (481 km); algumas lágrimas no meio (acreditem que choro quando corro muito); alguns sacrifícios; algumas contrariedades (uma lesão na articulação do dedo do pé provocada por esforço); uns ténis novos e lindos; muita chuva e vento na cara e, sempre que ultrapassava um recorde (ou de tempo ou de Km), uma sensação imensa de felicidade e de dever cumprido que, só quem corre sabe perceber o que é.
Amanhã rumo a Madrid mas para estar nos "bastidores" da Maratona.
Esta semana tive o NÃO final do Médico. Não corre Domingo nem tão depressa (diga-se que foi um doce na forma como me informou). Uma noticia que recebi de uma forma tão brusca e direta que, por momentos, me tirou o chão.
Amanhã lá vou eu rumar a Madrid, com um amargo na boca e uma angustia na alma, que me acompanha desde 4ª feira última, e que tem vindo a piorar à medida que se aproxima a data da Maratona.
Amanhã irei buscar a minha t-shirt e o meu dorsal.
Ainda não sei se, mesmo assim, com tanta proibição, me aventuro a correr até dar ... até o joelho não deixar mais, ou se me limito apenas a acompanhar a minha lebre, a minha I a partir do Km 30-32. Aquele Km onde dizem que "o pior vai começar". E é aí que se precisa de ajuda. Nem que seja apenas a encorajar... porque basicamente só faltam 12-10Km.
Sei que vou passar a meta. Não sei em que estado (posso imaginar ...) nem com quantos Km em cima (42 não vão ser seguramente). Imagino a sensação que vou ter. Imagino que vai ser uma sensação diferente de todas as outras que tive, após passar uma meta.
Sei que um dia, há uns anitos atrás, comecei com 2km ... não sei se um dia chegarei aos 42!
Iria ser assim ...
terça-feira, 16 de abril de 2013
Há coisas que realmente me chocam ...
... e ataques terroristas e imagens destas e histórias de crianças de 8 anos que morreram, depois de terem ido dar um abraço de Parabéns ao Pai, quando este passou a meta, são exemplo disso.
São milhares e milhões de pessoas inocentes que já morreram à conta da agressividade dos outros. De puros atos de terrorismo, de pura maldade...
Os outros que, normalmente, ficam impunes ou que acabam por conduzir a mais atos de violência e a mais umas quantas mortes...normalmente de gente inocente.
Gente como eu e como tantos outros, que já passaram umas quantas vezes por metas "parecidas" com a de Boston. Apenas com o intuito de participar; de vencer mais um obstáculo. Apenas pelo prazer de correr. Apenas pelo prazer de passar uma meta. Com mais ou menos significado; com mais ou menos emoção ... são momentos únicos.
E normalmente está sempre lá alguém à nossa espera. Um filho, um amigo, um pai ou uma mãe, companheiros e amigos de corrida que chegaram momentos antes. Pessoas que nos aplaudem, nos sorriem e normalmente nos saúdam com um abraço apertado.
E normalmente ficamos ali, por uns momentos a desfrutar de tudo aquilo. A respirar mais lentamente. A saborear cada inspiração. A saborear cada descarga de adrenalina. A sentir o repousar dos músculos. A sentir intensamente a emoção de o termos conseguido...mais uma vez! A sentir a nossa alma a crescer ...
Daqui a 15 dias estarei em Madrid, para uma 1ª Maratona que me preparei e que para a qual, infelizmente, o corpo não me deixa participar. Mas estão lá amigos muito queridos. Vão lá estar crianças. Crianças que não são minhas mas que fazem parte da minha vida. Pais que não são meus mas que também me são muito queridos.
Está lá a minha "lebre"! A minha mana de coração. A minha 3ª e 4ª perna da corrida.
Não vou possivelmente correr a Maratona. Mas os últimos 10Km estarei ao lado dela. A correr ou a andar. O que for. Porque esta seria a nossa 1ª Maratona. E irei passar a meta com ela. Como fizemos na nossa 1ª Meia-maratona. E quando passarmos a meta, não quero explosões! Não quero mortes nem feridos. Não quero gritos, nem medos, nem nada ... quero apenas desfrutar desse momento, da única maneira que sei! A sorrir!!!!
quarta-feira, 13 de março de 2013
Time Out ...
... pois é, vou ficar uns tempinhos sem vir aqui ao meu "canto".
Ando com falta de inspiração; falta de vontade e falta de pachorra para escrever.
Há pausas que fazem bem. Diz que Sim...
Dão-nos tempo para descansar; repensar e renascer.
Até ao meu regresso!

terça-feira, 12 de março de 2013
segunda-feira, 11 de março de 2013
sábado, 9 de março de 2013
sexta-feira, 8 de março de 2013
Dia Internacional da Mulher
A todas as
M - Mulheres mágicas
U - Únicas
L - Lutadoras e Leais
H - Heroínas e Humildes
E - Especiais e Elegantes
R - Rigorosas e Românticas
E - Entusiastas e Empreendedoras
S - Sabedoras e Sensíveis
e que de alguma forma fazem parte da minha vida ... um Feliz Dia da Mulher!
e porque, como diz Simone de Beauvoir
Não se nasce mulher: torna-se!
... um obrigada a todas aqueles que sendo Homens, Mulheres ou Crianças, me ajudam a ser cada dia uma Melhor Mulher!
quarta-feira, 6 de março de 2013
sábado, 2 de março de 2013
Recapitular ...
... há alturas em que é bom e necessário recapitularmos coisas, momentos, pensamentos ... whatever!
Coisas que nos lembrem o quão importante somos.
Hoje recapitulei este texto da I para mim:
Coisas que nos lembrem o quão importante somos.
Hoje recapitulei este texto da I para mim:
Talento
para aquecer os outros com a sua voz, talento para encantar os outros com o seu
sorriso, talento para enfeitiçar os outros com a elegância das suas mãos,
talento para emocionar os outros com a dimensão da sua generosidade, talento
para fazer os
outros sentirem-se importantes, talento para aprender a transformar-se, talento
para aproveitar uma oportunidade e fazê-la crescer, talento para ser corajosa e
enfrentar os seus medos, talento para descobrir coisas novas e vibrar com elas,
talento para ser determinada, talento para perceber os seus limites e pô-los à
prova, talento para ouvir as aflições dos outros, talento para dar um ombro para
o outro chorar, talento para a empatia de rir em conjunto, talento para fazer
massa com camarões, talento para combinar a roupa no seu estilo muito próprio,
talento para usar saltos altos com a pinta das coisas fáceis, talento para ser
uma mãe preocupada e responsável, talento para trabalhar sob pressão, talento
para impressionar quem a conhece cada vez melhor, talento para ser grande quando
mede pouca coisa, talento para me inspirar a escrever-lhe tantos talentos,
talento para estar mesmo quando não está, talento para a solidez de caráter.
Talento para ser um pilar na minha vida. Não sei se chega, mas cada um destes
talentos tem um valor subjetivo
incomensurável.
Obrigada I
sexta-feira, 1 de março de 2013
Pick Up a Star ...
Ontem fui a uma palestra muito interessante sobre Psicologia Positiva/Felicidade Sustentada.
Independentemente da Isabel ser uma grande Amiga, ouvi-la faz-me sempre muito bem.
Reconheci-me em algumas das coisas que foram ditas.
Saí de lá a pensar nisto da Felicidade. Hoje continuei a pensar nisto da Felicidade. E realmente ser Feliz dá trabalho! Ser Infeliz é muito mais fácil. Basta não deixarmos que as coisas aconteçam ou então que as coisas aconteçam por si.
Para ser Feliz, não. Dá um trabalho do caraças!!!! Até porque a Vida não é Fácil. Até porque as Pessoas são de natureza complicada. Até porque nós gostamos de complicar. Umas pessoas mais e outras menos. Mas complicamos.
A minha vontade de Ser Feliz está acima de tudo. Parece um cliché mas não é. É tudo o que quero, enquanto cá estiver por estas paragens.
Acho que sou uma otimista nata. Especialmente no que se refere aos outros e às coisas do dia-a-dia. Com mais ou menos segurança vou levando as coisas da melhor forma que sei. Assusto-me pouco. Vou à luta. Não desisto facilmente. Acredito que há sempre uma razão para tudo. Já tive reacções que me espantaram a mim própria. Tenho melhorado bastante. Já babei de orgulho de mim própria!
Porém, quando toca no campo mais pessoal parece que muda tudo. Sinto que ando numa autêntica montanha russa de emoções. E tudo isto, porque a vida nem sempre é como nós desejaríamos. E tudo isto, porque tendemos a complicar o que é simples. Muitas vezes o simples é apenas aceitar aquilo que quisemos aceitar.
Muitas vezes, dou por mim, numa luta constante com uma vozinha que anda por aqui. Uma vozinha terrivelmente irritante e que me leva a valorizar pormenores que nem merecem o esforço, Uma vozinha que não me deixa valorizar aquilo, que neste momento, posso e devo valorizar.
Uma vozinha que quando estou Happy Happy me lembra que "deixa lá isso ... já reparaste neste e naquele pormenor? Achas mesmo que é assim Just that Simple?" Uma vozinha que não me deixa sonhar e que Adora que eu tenha pesadelos. Uma vozinha que, por muito que eu a "mate" ela sai facilmente deste coma induzido. Uma vozinha que me desgasta a cada dia que aparece. Que me suga a energia e me dá vontade de desistir. De aceitar tudo aquilo que ela diz. Aceitar de barato ...
Mas depois há uma alma sonhadora e uma vontade, quase irracional, de ir à luta e não desistir. Porque sinto que há uma razão para tudo. Porque sinto que não quero desistir.
Mas depois há uma alma sonhadora e uma vontade, quase irracional, de ir à luta e não desistir. Porque sinto que há uma razão para tudo. Porque sinto que não quero desistir.
E neste momento, com aquilo que ouvi ontem e com o meu processo de Coaching que iniciei hoje, vos garanto que vou dar cabo da minha vozinha. Vai ser um processo lento e não muito fácil. A vozinha tem uma tendência de ser persistente e bem mais teimosa que eu! Mas eu vou conseguir.
Como diz a I, eu tenho um potencial enorme para dar certo. Tenho objetivos claros e bem definidos e uma fome de mudar, imensa. E sei que estas mudanças me vão tornar bem mais Feliz.
E ser Feliz não é ter tudo de bandeja. É ter confiança em nós. É ter uma self image positiva. Muito positiva. É gostar de nós próprias, com as qualidades e os defeitos que nos caracterizam. É aceitar as nossas limitações. É ir atrás daquilo que queremos. É colocar-mo-nos no topo, sem perder o respeito pelos outros, mas tendo bastante respeito e orgulho em nós próprios. É ir melhorando naquilo que sabemos ser essencial ao nosso equilíbrio e bem estar. É ter coragem para fazer escolhas, quer elas nos tragam sofrimento ou Felicidade. É ter coragem de fazer escolhas acertadas. Custem o que custarem! E saber lidar com elas, da melhor maneira possível.
É saber aceitar aquilo que a vida nos dá, mas sem esquecermos que merecemos o "melhor". É não nos contentarmos com pouco, quando sabemos que podemos ter muito.
É agir e saber que estamos a agir de forma correta, objetiva e coerente com aquilo que queremos e aquilo que sabemos conseguir. E acima de tudo, com aquilo que sabemos merecer.
Eu cá já escolhi a minha Star. Coloquei-a numa caixinha. Vou trabalhá-la diariamente para que, de uma forma sustentada, consiga ser verdadeiramente Feliz!
domingo, 17 de fevereiro de 2013
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
15 dias ...
... há precisamente 15 dias que NÃO CORRO!!!!!
Começo a entrar naquele estado de ansiedade e impotência que me começa a enervar!!!
Parei devido a uma lesão no pé. Já fui ao médico; já estou a ser medicada e até fiquei quieta no meu canto ... sem correr. Coisa que em mim ... it's not usual !!!! Resultado: Tudo na MESMA!!!! Melhoria? Zero ...
Faço agachamentos; flexões de braços e abdominais ... mas não é a mesma coisa!!!
Ando inquieta; mais triste; incompleta e presa ... a vontade de calçar os ténis e correr é tremenda!
Porque, no fundo, a Corrida não serve apenas para suar ...
E são estas "coisas todas" que me andam a consumir por dentro ...
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Em suspensão...
... é assim que me sinto em alguns dias.
Parece que faço um "pause" na minha vida e penso, penso, penso ...
Penso naquilo que tenho e naquilo que desejaria ter.
Penso naquilo que não tenho e que ainda posso alcançar.
Penso naquilo que devo fazer e naquilo que não devo, de todo, fazer (às vezes a barreira é tão ténue).
Penso também naquilo que fiz e, possivelmente, não deveria ter feito. Ou naquilo que deveria ter feito e que, por medo, insegurança ou qualquer outra razão, não fiz ...
Penso no que ando a fazer. Dia após dia. Em cada hora, em cada minuto e segundo da minha vida.
Penso no que quero e no que, decididamente, não quero.
Penso no que me prometi e penso, invariavelmente, no que cumpri (ou não).
Penso no que é justo e injusto.
Penso no que me faz rir e chorar, ouvir e falar (e tantas vezes que deveria ter estado calada).
Penso em mim e nos outros.
Penso naqueles que de mim gostam. Ou não ...
Penso naqueles que me chateiam e que decididamente não desaparecem da minha galáxia (ai se eu pudesse ...).
Penso nos que me mimam e me puxam continuamente para cima.
Penso nos que me mimam e me dão invariavelmente na cabeça, no matter what ...
Penso em cada vitória que consegui.
Penso em cada queda que levei e da forma como, mais ou menos honrada, me levantei.
Penso sobretudo se o caminho que estou a seguir é o caminho certo.
E nestes dias, fico a pensar...e nem sempre chego a nenhuma conclusão!
sábado, 9 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Carnaval ...
... quem me conhece é conhecedor da minha antipatia por esta época Carnavalesca.
Nunca gostei (nem quando era criança) e não gosto.
Lembro-me de me ter mascarado uma vez em criança (Dama Antiga, o clássico) e outra, no início da minha adultícia (freira, mas de vestes bastante curtas).
Das poucas coisas que me lembro de gostar do Carnaval foram os estalinhos e as bombinhas, mais numa ótica de colocar, em estado de rebuçado, a minha irmã mais velha. Como qualquer irmã mais velha que se preze, cada vez que eu começava, na cozinha, a atirar com estalinhos e bombinhas, estava lançada a confusão. O gozo que me dava ... mas pronto eu era assim ... a modos que rebelde!
Enfim, tempos destes passados, a verdade é que nunca achei graça ao Carnaval. Para mim, há demasiadas pessoas a andar, o ano inteiro, mascaradas de algo que não são e que pretendem ser. Não tenho saco!
Porém, e desde que fui mãe, que remédio tive eu em aceitar as máscaras de Carnaval; o arraial de serpentinas e papelinhos que, verdade seja dita, acabam por produzir um efeito engraçado em qualquer ponto onde sejam largados (desde que esse lugar não seja lá por casa, claro!).
Comecei a mascarar a Bá com 2 aninhos, no Colégio. Cada ano cada máscara. Umas, mais ou menos pirosas que outras. Mas o gosto que dá ver aqueles olhinhos a vibrar, dentro de uma qualquer fantasia, superam qualquer veleidade em ser coerente com os meus princípios. E no fundo, também eu, acabo por "vibrar" com aquele dia e aquele momento em que ela, veste uma outra pele e se deixa ir na imaginação de uma qualquer personagem.
Hoje, último ano no Colégio, neste Colégio, foi de Indiana. Não de Sari mas numa outra veste (não sei o nome, visto que foi o pai que lhe comprou a roupa) típica de uma qualquer região da Índia.
Foi ela que pediu e fez força para ir mascarada de Indiana. O pai, com quem ela está esta semana e, nessa sequência, quem a ia arranjar, lá arranjou tudo.
Eu já estava no Colégio pelas 8:50 da manhã. Ela lá chegou pelas 09:00. Entre o amargo na alma de, pela 1ª vez, não ter participado nesta ritual, juntava-se uma vontade imensa de vê-la. A curiosidade era imensa e a vontade de colmatar esta ausência com um abraço era tremenda! Confesso que não participar neste ritual tão nosso me custou horrores...
O resultado foi este (sim já reparei que as fotografias não estão direitas, mas não sei o que se passou sim?).
Mas o que verdadeiramente gostei, foi do Abraço que me deu, acompanhado de um sorriso ternurento, quando entrou no Colégio e me viu, ali quieta, apenas à sua espera ...
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Tesourinho ...
... hoje, a caminho de casa, ouvi isto na M80.
Que saudades ... Love Kills
... Love just won't stand still ...
Que saudades ... Love Kills
... Love just won't stand still ...
domingo, 3 de fevereiro de 2013
My sunday day ...
... de manhã por aqui, ao pequeno almoço ...
de tarde, por aqui ...
acabando assim ...
Almost a Perfect Day ...
PS: Eu sei que a ultima foto está na horizontal ... não consigo colocá-la na posição vertical sim???
de tarde, por aqui ...
acabando assim ...
Almost a Perfect Day ...
PS: Eu sei que a ultima foto está na horizontal ... não consigo colocá-la na posição vertical sim???
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