segunda-feira, 28 de julho de 2014

Das maiores amarguras da vida ...



... quando já demos tudo o que podíamos, quando já fizemos mais do que o expectável, e quando continuamos a ser uma opção e uma pequena parte da vida de alguém, a melhor solução é, por muito que nos custe e doa, devemos sair, apanhar todos os pedaços em que nos transformámos e rezar para que a dor passe depressa.


A vida logo se encarrega de nos ajudar a colar tudo novamente, pedaço por pedaço (e são tantos meu Deus) até conseguirmos voltar a ser a pessoa que éramos. Se não conseguirmos ser um bocadinho melhores, pelo menos que fiquemos iguais ao melhor que fomos.

domingo, 22 de junho de 2014

DID IT!

Finalmente ... consegui atingir um dos meus grandes objetivos. Terminar uma Maratona.
 
Sei que não foi o começo ideal (Maratona em Trail é bem mais difícil que uma Maratona de estrada, pelo que dizem), mas fico com a sensação que se consegui correr, andar, correr e terminar os 42Km 125m, num percurso destes, conseguirei também em estrada. Quem sabe um dia ... por enquanto nem quero pensar nisso!
 
Não foi uma teimosia da minha parte. Tinha este objetivo em mente, porque acho que se aprende muito com esta prova.
 
Correr ou correr e andar 42Km, não é fácil. Aliás é bastante difícil. E é desta dificuldade que conseguimos retirar lições de vida importantes. Uma delas é que nada se consegue sem esforço, sem dedicação (e nem sempre fui dedicada ou tão dedicada quanto necessário) e sem dor. Também se aprende que nada é impossível e que conseguimos ir sempre mais além.
 
O espírito de camaradagem entre as pessoas é enorme. E é tão bom correr com Amigos. Amigos tão importantes e que me dizem tanto. E que sempre se asseguraram que eu nunca ficaria sozinha durante a corrida e que acabaria a mesma. E sempre que parava por ter dores, alguém também parava. Alongavam-me e continuavam a puxar por mim. Sempre que eu ficava para trás, havia sempre alguém, mais à frente, à minha espera. E isto é impagável. e foi sempre assim, até à meta
 
Todos eles correm muito, muito mais do que eu.
 
 
Os treinos não são fáceis. Se há dias em que apetece correr, outros nem por isso. Especialmente quando regressamos de uma lesão, com uma paragem de 6 meses e com um recomeço onde a nossa forma física está muito aquém do que era. E nunca voltei a recuperá-la. Daí a importância deste feito para mim. Mesmo com todas estas limitações, consegui. Passei a meta!
 
Hoje acredito que nada é impossível. Basta querer e fazer por isso. Aprendi que tenho uma cabeça mais forte do que achava. Quantas vezes o corpo dizia e gritava para eu parar? Tantas meu Deus ... E eu continuava. Não desistir foi e é a minha palavra de ordem. E a sensação de passar a meta, independentemente do tempo (sim, fiz 6h28min), é única!
 
Foi muito tempo, eu sei! Mas fiz e isso ninguém me tira. Esta sensação de ter conseguido, de ter chegado não ao céu mas à lua é impagável.
 
Amiga querida do meu coração que me acompanhas nisto e em tantas outras coisas muito, muito obrigada. Sem ti não conseguiria, acredita!!!!
 
Aos meus amigos e companheiros de corrida um obrigada enorme, por puxarem por mim e por ensinarem-me a gerir o esforço e não só!!!!! É tão bom ter-vos por perto.
 
A ti J, amor da minha vida, que estiveste sempre presente em cada Km que percorri. Estavas para além dos 42Km, mas sempre comigo! Foi bom ouvir a tua voz no Km 40. Mais do que tudo agradeço-te por acreditares em mim, nestas minhas maluqueiras e por, de todas as formas possíveis, estares ao meu lado. Esta é para ti!
 
 
... e por isso hoje sou mais forte do que era ontem!
 

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Para mim, qualquer tipo de letra serviria ...

Mais um texto da Rita Leston, que se encaixa na perfeição ...

"Arial, 15. Letra simples, suficientemente grande para ser lida. Num fundo preto e pintadas a branco. Legendas.
Devíamos todos vir com legendagem incorporada. Umas letrinhas que passassem em rodapé para percebermos tudo aquilo que não nos dizem.
Ou que nós próprios calamos...

...
Gostamos que os outros falem, que nos expliquem tudo aquilo que sentem lá no fundo e desejam no seu eu mais secreto.
Aquilo que os irrita profundamente e aquilo que decididamente não gostam.~
Qeremos saber de cor o outro.
Mas poucos são os que se abrem dessa forma...

Esperamos que nos entendam quando temos atitudes contraditórias, que nos adivinhem o pensamento que calamos, que percebam quando amamos, que quando fugimos é quando queremos que venham atrás de nós.
Que quando dizemos que estamos bem precisamos de um abraço e afinal que quando dizemos ser cansaço estamos só tristes.
Enquanto não for inventada legendagem portátil, não podemos esperar que nos entendam no silêncio. Afinal, quantos conseguem entender-nos se nos mantivermos calados?
O que ganhamos se esperarmos a vida toda que o outro lado fale e se abra?
Falem!

Pode correr mal? Pois pode: mas pode ser assim que se ganha o Mundo!"

sábado, 7 de junho de 2014

Há musicas que nos assentam como uma luva ...

... infelizmente esta é uma delas!!!!




"But tell me does she kiss Like I used to kiss you?
Does it feel the same
When she calls your name?
Somewhere deep inside
You must know I miss you
But what can I say?
Rules must be obeyed

I don't wanna talk
Cause it makes me feel sad ~
And I understand
You've come to shake my hand
I apologize
If it makes you feel bad
Seeing me so tense
No self-confidence
But you see
The winner takes it all
The winner takes it all

The loser has to fall
It's simple and it's plain
Why should I complain? "

sexta-feira, 6 de junho de 2014

C'a Raiva meu Deus ...

... para além de me sentir uma idiota (quando cometemos a mesma asneira vezes e vezes seguidas ...) e ridícula (quando me lembro do que digo e do que faço sinto-me simplesmente RIDICULAAAAAA), sinto-me uma total camela, de tanta areia que me atiram para os olhos!!!!!
 

segunda-feira, 2 de junho de 2014

10 anos ...

... faz hoje 10 anos que, conjuntamente com 2 colegas de trabalho, decidi arriscar num novo projeto de vida. Novo projeto profissional.
 
A vontade de trabalhar, de continuar a criar valor acrescentado em nós e nas empresas por onde passamos e uma incapacidade de baixar os braços, empurrou-nos para este projeto que foi e é a Percentil.
 
Quando o iniciámos, a vontade e a garra de querer marcar a diferença, de fazer mais e melhor, impulsionava-nos no nosso dia-a-dia. Batalhámos muito para chegarmos onde já chegámos.
 
Não é fácil estar à frente de uma empresa. Não é fácil ser mulher no meio de 2 homens. Não é fácil ser mulher à frente de uma empresa. Não é fácil tentar ganhar uma posição e tentar que a nossa voz seja ouvida. Há muita coisa que não é fácil no mundo empresarial. Nem tudo tem sido fácil em 10 anos.
 
Mas foram 10 anos que me permitiram aprender e crescer. Como Mulher e como Pofissional. Tenho muito orgulho naquilo que fomos construindo ao longo deste tempo. Num país onde a crise a as dificuldades vão imperando, onde as dificuldades aparecem quando menos esperamos e, por vezes, das formas mais injustas, lá fomos marcando a nossa presença. Somos "pequenos" mas com uma dimensão grandiosa.
 
Gostamos do que fazemos. Fazemos o nosso trabalho BEM FEITO! De forma exímia. Não vestimos apenas a camiosla da Percentil. Vestimos a camisola de todas as empresas por onde passamos. Quer fiquemos por lá 1 dia, quer ficando por anos. Não somos só a Percentil. Somos muitas outras empresas.
 
Sei que há muito que podemos ainda melhorar. Há muito onde ainda temos e podemos crescer.
 
O mais importante é continuarmos a fazer aquilo que gostamos, aquilo que sabemos fazer e da melhor maneira que sabemos.

Orgulhosamente Percentil!!!!!
 
Obrigada Percentil!!!!!!


quinta-feira, 8 de maio de 2014

Pequenas coisas que valem tanto ...

"Uma relação são pequenos nadas.
São aquelas coisas, que até parecem ser birras e insignificâncias, mas que suportam os dias de um amor.
É que um amor é difícil ...de manter! Dá trabalho, todos os dias. Mas os nadas do dia não podem ser um esforço. Têm de ser porque apetece. Espontâneos, porque se sente a falta.
Os nadas são um beijo que apetece quando não dá jeito. São um telefonema que se recebe a meio de um dia difícil, só para nos perguntarem se almoçámos. São quilómetros que se fazem porque o corpo precisa de um abraço. São horas que não se dormem porque temos de contar pela enésima vez aquilo que nos chateou. São um "amo-te" sem razão. Um beijo na testa quando nos cruzamos no corredor. São um apetece-me-qualquer-coisa-mas-vais-tu-ali-buscar-que-agora-estou-aqui-tão-bem. São uma carícia quando menos esperamos. Um beijo pela manhã quando ainda estamos despenteados e ensonados. São um olhar diferente no meio do supermercado. São silêncios confortáveis. São cumplicidades que ao mundo não interessa.
E são tudo isto ao contrário também. Reciprocamente.
Não porque é uma troca, mas apenas porque nos sentimos bem.
De nada valem grandes actos. Grandes promessas. Muitos abraços-fofinhos-e-amo-te-muito-minha-paixão-e-vamos-mostrar-ao-mundo-que-somos-felizes.
Uma relação é feita de pequenos nadas. Que são tudo."
- Rita Leston -

 

sábado, 3 de maio de 2014

Trail ...

Hoje iniciei-me no Trail.
 
Desde a minha lesão, há 1 ano atrás, esta foi a 1ª prova que fiz após recuperação longa.
 
Os treinos já voltaram a ser mais ou menos regulares, os Km já vão aumentando. Até hoje, a motivação estava em baixo. Confesso que me tem custado voltar a encontrar a motivação ... o ritmo esse nem se fala. Lenta, muito lenta ... mas é o que há!
 
Hoje lá fui a esta prova. Queria experimentar isto do trail e queria retomar as provas. Estas acabam por ser uma "fonte"de motivação. É contagiante todo o ambiente e realmente terminar uma prova coloca-nos um sorriso enorme na cara. Independentemente do tempo que se faça!
 
Hoje o objetivo era terminar. Foram 21Km, pelos campos de Sesimbra, com subidas de morrer, descidas que metiam medo e calor, muito calor meu Deus! Pedras, pó, espinhos, raízes, troncos, escorregadelas ... muitas e uma sensação de exaustão que há muito não sentia.
 
O meu tempo foi de 4:20h ... sim muita hora para "tão pouco Km" ... as dores nas pernas algumas vezes tiravam-me a respiração. Ainda por cima, ando com o meu pescoço numa desgraça ... ontem mal o mexia e hoje lá se aguentou coitado!!!!
 
O bom destas provas é que andamos muito. Há subidas impraticáveis e descidas que podemos num ápice chegar cá abaixo em menos de 5seg ... andamos muito e conseguimos usufruir de um ambiente e da natureza de uma maneira nunca vista. E isso vale tudo. E depois a companhia é fundamental. A vocês 4 que estiveram sempre comigo um muito obrigada (mais uma vez)!!!!
 
Depois, a paisagem, o cansaço e tudo o resto têm uma capacidade de nos limpar a mente e de nos fazer esquecer tudo aquilo que nos atormenta no dia a dia. A liberdade que se sente é brutal.
 
Para além da liberdade, a leveza que senti hoje é impagável. E como estava a precisar ...
 
 


 







 

sábado, 12 de abril de 2014

A ti ...

... que hoje comemoras o teu nascimento, a tua vida e o facto de estares e andares por cá!
 
Eu comemoro o facto de teres nascido e que me permitiu e permite (por enquanto) ter-te comigo ao meu lado, nem que seja por apenas alguns momentos ... momentos esses intensos, verdadeiros e muito nossos. 
 
Felicito-te por aquilo que és, pelos valores que tens, onde a importância da familia me salta à vista. O carinho com que falas na tua familia e a dedicação e preocupação com que a vives, faz-me gostar de ti. Muito. E faz-me desejar fazer parte dela ... mesmo sabendo que ...
 
Profissionalmente és um exemplo de preseverança, de comprometimento, de trabalho e saber ... e sabedoria. Um exemplo de liderança. Tenho tanto orgulho em ti. nos teus projetos e na forma como te "mexes" profissionalmente.
 
Como pessoa, amigo, amante ... tantas coisas teria para dizer. Muitas já sabes. Outras tornam-se dificeis de verbalizar.
 
Sabes o que sinto por ti. Sei-te de cor ... cada traço; cada olhar; cada gesto ... cada pedaço de ti. Exterior e interior ... e desejo-te como nunca desejei ninguém.
 
... Parabéns meu Amor! Sê Feliz!!!

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Ser Mulher


... às vezes apenas caímos, porque quisemos saltar alto demais.
 
... às vezes apenas levamos mais tempo a levantar.
 
Nem sempre consigo saber ou definir a Mulher que sou ou a Mulher em que, momentaneamente, me tornei. Ás vezes nem eu conheço a Mulher que acorda dentro de mim e que tarda em deixar-me.
 
Mas sei definir, com toda a certeza, a Mulher que não quero ser. Aquela de quem não gosto e aquela, com certeza, que não faz de todo parte de mim!
 
E esta definição do Pedro Chagas Freitas, é uma boa definição daquilo que não sou e daquilo que não quero nunca vir a ser!

sexta-feira, 28 de março de 2014

Dias cinzentos ...

Adoro os textos que a Rita Leston escreve. Tenho seguido, lido com imensa atenção e confesso que vou selecionando alguns para uma pasta minha. Com a devida autorização e direitos de autor garantidos!
 
Gosto e identifico-me com o que ela escreve. Umas vezes mais do que outras. Até já troquei algumas palavras com a própria, principalmente felicitando-a pelo dom que tem, em transpor para palavras coisas tão profundas como sentimentos. Do mais simples até ao mais complexo.
 
Há dias que são pura coincidência. Leio e aquilo encaixa-se como uma luva. Uns pela positiva, outros nem tanto.
 
Hoje, foi apenas mais um de tantos ... e, achava eu, que até escrevia bem ...
 
Já deixei aqui alguns. Outros fizeram sentido enviar a alguém com quem gosto de partilhar, especialmente as coisas boas e especiais que vamos sentindo e que por vezes achamos que não temos as palavras certas para o demonstrar. Há sempre alguém que as tem ... melhor do que nós!
 
Hoje li este. E tocou-me ... porque realmente há dias em que nos apetece ir resgatar sorrisos e abraços, algures dentro de nós,  ou a alguém que tivesse essa capacidade de, livremente, nos oferecer os mesmos.  Porque sabemos que, em dias como os de hoje, nos confortavam um pouco mais e faziam destes dias, dias menos enublados ....
 
"Há dias que não são propriamente fáceis. Dias em que apetece ter sol que brilha lá fora, dentro de nós. Dias em que nos apetecia pedir emprestado um sorriso. Dias em que apetecia trazer um abraço connosco.

Há dias que não são de sol. Mesmo que o céu azul esteja lá por cima, há nuvens que pairam nas nossas ideias. Cinzentas, que nunca se sabe quando decidem molhar a face de quem as transporta.

Há dias assim. Enublados."

- Rita Leston -
"Está tudo bem?" - Não, não está. Faltas-me tu aqui. Falta-me um pedaço de mim. Faltam-me as linhas por onde vou escrevendo a vida. Falta-me a letra da minha música. Falta-me o cheiro dos dias. Faltam-me as cores do arco-irís que vejo pela janela. Falta que a chuva me molhe e que o sol me consiga aquecer.


 

 

 

 

 

 

 

 


"

terça-feira, 18 de março de 2014

Sabor amargo ...

... que tive este Domingo quando, apesar de estar inscrita, decidi não ir à Meia-Maratona de Lisboa.
 
Quer dizer, decidi na última semana, não propriamente no dia.
 
Lembro-me que a minha 1ª Meia-Maratona realizei-a tinha eu uns 20 anos. Inscrevi-me nos 7Km e lá fui correndo ... quando dei por mim, tinha feito os 21Km ... entre corrida e caminhada, tinha passado a meta. Resultado corri 21Km e fiquei de cama quase em pré-internamento por esforço excessivo!
 
Há uns anos atrás, quando comecei a levar esta história da corrida mais a sério, fui fazendo as corridas. Lembro-me que o ano passado não a fiz porque calhava correr 25Km, integrados no treino para a Maratona de Madrid (aquela que não fiz porque me lesionei, lembram-se?????).
 
Nessa altura lembro-me de estar no meu pico de forma. Andei uns 3-4 fins de semana a fazer meias-maratonas, integradas nos treinos para a tal Maratona. Correr 21Km já se tornava natural ...
 
Este ano, após uma recuperação lenta, comecei a correr mais vezes e a aumentar a kilometragem ... fiz treinos de 10Km, 12Km e 15 Km. Fiz séries e treinos mais curtos. Tenho ido ao ginásio para fortalecer a parte muscular e ter melhor preparação ao nível das pernas, do core e do resto ...
 
Correr 21Km possivelmente corria. O facto de me sentir lenta, cansada e, confesso, desmotivada e sem força anímica (acreditem que isto de se correr 21Km necessita de algum esforço mental, preserverança, método e mais umas coisitas) foram os grandes fatores que me levaram a tomar a decisão. Acrescido com o facto de saber que iria piorar, em muito, o meu tempo aos 21Km ...
 
Depois, no dia, o sabor amargo de desistência; de pouca força de vontade; de pouca preserverança; de pouca capacidade de sacrifício; de alguma cobardia fizeram-me ter tido uma pena tremenda de, mais uma vez, ter tomado uma decisão errada!
 
Aqui fica a imagem do que foi e por onde eu poderia ter estado ...
 
 
 

domingo, 9 de março de 2014

E quando se fala de Amor Incondicional ...

... deve ser, com certeza, este!


... e encheu-me a alma!

Obrigada Bá ... Amo-te!

sexta-feira, 7 de março de 2014

Hoje sinto-me assim ... "pequenina"!

Os momentos que vivemos, de tão bom e intensos que são, sugam-me aquilo que sou, tornando-me "pequenina". "Pequenina" porque levaste contigo o que tenho de mim. "Pequenina" porque quando estamos os dois, dou-te aquilo que sou, o que tenho e o que não tenho de mim.
Dou-te porque quero-te cheio de mim. Quero que me leves, que me transportes contigo, na cabeça, no cheiro, no olhar e no sabor. No toque e sobretudo no coração ... quero-me aí contigo ... nem que para isso fique por aqui a modos que "pequenina". Porque quero-te cheio de mim ...
Foste, levaste-me contigo e deixaste-me aqui com saudades. Um enorme balão de saudades ... do colo, do abraço, do olhar, do silêncio e da palavra, da meiguice e do amor que me dás, em todos os minutos que estamos juntos ...
Hoje, "pequenina" que estou, a dormir numa cama tão grande ... que aumenta desproporcionalmente cada vez que te vejo sair. Vou perder-me nela, em espaço e em sonhos ... em sonhos connosco ou apenas em sonhos contigo. E sei que, qualquer um deles, vai tornar a cama mais pequena, mais cheia e mais quente. E nem que seja aí, sei que estarei a ver-te e a sentir-te!
Depois, vou alimentar-me dos cheiros que ficam, dos pensamentos que crescem e das memórias que criámos e que permanecem, dia após dia  ... e assim vou também "crescendo".
Vou "crescendo", até voltar a ser aquela mulher que estará à tua espera. Estará aqui para ti. Para ti e para tudo aquilo que vem contigo.  À espera de nos perdermos, outra vez, nos braços um do outro e de nos enchermos novamente de ti, de mim e de nós ... 
 

domingo, 2 de março de 2014

Carnaval ...

... não gosto e nunca gostei!
 
Acho que foram raras as vezes em que me mascarei (mesmo em criança).
 
Desde miúda que nunca achei muita graça a estas coisas de andar mascarada. Sempre tive a noção que existe muita gente que anda o ano todo (ou mesmo a vida) mascaracada! A tentar parecer aquilo que não é ... e isso, desde sempre, me revoltou!
 
O máximo que me lembro de achar graça, e sempre numa atitude de miúda reguila, era brincar com estalinhos, perto dos pés dos outros (especialmente das minhas irmãs). Mas digo ... tudo numa vertente de pura reguilice!!!!
 
Depois é ridículo o nosso Carnaval! Tentamos, mais uma vez, ir atrás do que os outros fazem, independentemente das tradições e condições climatéricas existentes. É ridículo vermos carros alegóricos com gajas semi-nuas a rapar um frio do caraças, com um sorriso forçado, como se estivessem num país tropical ... percebe-se perfeitamente que estão termicamente confortáveis!!!!
 
Não gosto ... mas respeito quem goste e desejo que se divirtam ... a valer! Desde que não me chateiem ...
 
 
Claro que, enquanto mãe, já mascarei a minha filha. E nessas alturas, senti alguma alegria, confesso ... Alegria especialmente por perceber o brilho nos olhos e o sorriso na sua cara. Sempre vestiu aquilo que pretendia. Tudo muito à volta de princesas e fadas e afins ... muita cor, asas e alguma magia ...
 
... magia! Acho que apenas as crianças conseguem sentir essa magia quando se mascaram. E isso, confesso, gosto de ver. Até porque acho que nunca senti ... 
 
O ano passado foi o último ano que se mascarou. A responsabilidade foi do pai que a transportou para as raízes do avô paterno...
 
Este ano já não houve máscaras, nem serpentinas nem papelinhos. Não por qualquer tipo de imposição minha. Apenas porque no Colégio já não é permitido (Thank God) e porque, no fundo, acho que já não deve achar muita graça. Não pediu qualquer acessório. Nem fez referência ao carnaval ...
 
Talvez como eu, goste de andar tal e qual como é! Sem qualquer tipo de máscara ...

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Gosto tanto de dar ...

"Mimo é aquela coisa pequenina que nos faz sentir suficientemente grandes para enfrentar as mediocridades do dia a dia. É o carinho inocente, livre de complicações e pronto a servir a quem precisa. É o modo português de dar uma volta à infância. Os homens ficam meninos, as mulheres ficam meninas e as vozes mais grossas e mais graves transformam-se em vozes “tiqui-tiqui” ...e “mini-mini”. O mimo implica fingir ter-se pena de quem não faz pena nenhuma. A pena verdadeira ofende. A pena do mimo defende. O mimo são blandícias que se dão a quem, no fundo, não precisa delas. As pessoas desiludidas não querem o mimo para nada – querem é melhorias, precisam de obras. O mimo não é obra, é quanto muito uma demão. É o repouso do guerreiro. É o cambio de extremos e de branduras entre dois actores que se sentem tão seguros com os seus papeis que os podem trocar sem fazer confusões. O mimo é uma bichinha-gata entre pessoas, encenada em particular."
MEC
 
... mas gosto muito (e preciso tanto) de receber ...
 
 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Dedicatória ...

"À minha Caty, que transborda de emoções, que enche as almas com risos e lágrimas, agregadora de simpatias e paixões, que tem, provavelmente, muito da matriz deste Pai que lhe deixa este simples legado em que se fala de Amor.
Que saibas gerir os teus amores com inteligência.
Amo-te muito, beijinhos,
Pai
3.Janeiro.2014"

Esta foi a dedicatória que o meu Pai me fez, enquadrada num livro de contos seus, que publicou no dia dos seus anos.

Acho que posso dizer, categoricamente, que o meu Pai é a pessoa que melhor me conhece. Primeiro porque é o meu Pai. Segundo, porque, provavelmente, sou bastante parecida com ele. Na forma de sentir; na emoção com que vivo cada momento; na intensidade com que vivo cada paixão; na entrega que dou em tudo aquilo que faço; nas gargalhadas que dou; no sentido de humor que vou tendo; nas reações que tenho ... sou "toda Pai"!
 
Hoje percebo e aceito carinhosamente a "preocupação" que ele colocava em cada ralhete que me dava; em cada castigo que me impunha; em cada conselho que me dizia; em cada olhar que me fazia e, hoje ... nas sábias palavras que me escreve e que me deixa. Porque sei que nestas palavras, existe a preocupação constante de, enquanto Pai, me conseguir proteger. Proteger não dos outros mas provavelmente de mim própria!
 
Obrigada Pai! És a minha referência, o meu orgulho e o Primeiro homem da minha vida!
Amo-te!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Isto é uma declaração de Amor ...


...das mais bonitas que vi! Apenas tardia ...

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Parou Tudo ...

... e ficamos por aqui.
 
Quietos, a sentir cada minuto, a usufruir de cada momento que o tempo nos vai proporcionando.
 
E existem momentos em que eu, se pudesse, pedia gentilmente ao tempo, para parar por ali e me deixasse ficar, quase eternamente, por aqui. Por aqui contigo ...
 
O tempo é ingrato! Leva tempo a chegar, quando queremos que um determinado momento chegue e nos assalte com toda a magia que lhe está associado. Depois de instalado, o tempo corre, como se não houvesse amanhã. E cada hora, que algures atrás nos pareceria infindável, transforma-se em segundos, onde tudo corre tão rápido, que nos tira o fôlego de viver e experenciar cada momento à nossa maneira.
 
O tempo tanto dá como tira. E quando nos tira, porque apenas acabou, vai-nos deixando na alma a saudade e o sabor de um tempo que foi tão bom, tão perfeito, tão intenso que sabemos que, como aquele, não voltará a existir. Esperámos, vivenciámos, sentimos e agora apenas nos lembramos de como foi ...
 
Por isso há momentos onde gostava que o tempo fosse mais prestável, mais generoso e se deixasse ficar ali, em stand-by, de forma a pudermos usufruir de cada segundo que ele nos traz. Vivenciar cada segundo como se estes fossem horas, dias, meses e anos.
 
Porque vivenciamos momentos que, de tão bom e mágicos que são, mereceriam ser vividos num tempo parado, que não corresse e nos deixasse para ali, perdidos num tempo que, ao fim e ao cabo, tinha deixado de correr.
 
Obrigada por neste tempo tão curto, me fazeres sentir coisas tão grandes e maravilhosas. E especialmente por saber que, por muito que o tempo corra e ande para a frente, estes momentos ficarão em mim como se cá dentro, o tempo tivesse realmente parado!
 
Amo-te!
 
 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A preto & branco

É o tipo de fotografia que sempre gostei e que ainda hoje a considero como minha preferida.

Aqui vão as minhas Top 5 (também gosto de ser um pouco egocêntrica - faz-me bem!)






PS: Como diz aquela máxima: Se eu não gostar de mim, quem gostará?